Amazon pede desculpas e admite que motoristas urinam em garrafas

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A Amazon reconheceu nesta sexta-feira (2) pela primeira vez que os relatos de alguns motoristas que trabalham para a empresa são verdadeiros e que, em alguns casos, eles precisam urinar em garrafas durante o expediente.

As denúncias já são relativamente antigas, mas foram intensificadas após críticas do congressista norte-americano Mark Pocan, do partido Democrata, que criticou a empresa por tentar sabotar a sindicalização de funcionários, ofertar baixos salários e "fazer os empregados urinarem em garrafas de água".

No Twitter, a conta oficial da Amazon News inicialmente respondeu o político de forma agressiva.

"Você não acredita mesmo que urinar em garrafas é algo verdadeiro, certo? Se isso fosse verdade, ninguém trabalharia para nós. A verdade é que nós temos quase um milhão de funcionários incríveis ao redor do mundo que estão orgulhosos do que fazem, e temos ótimos salários e planos de saúde desde o primeiro dia", afirmou a empresa.

Voltando atrás

Entretanto, ela logo publicou o pedido de desculpas no site — direcionado apenas ao congressista pela resposta, não aos colaboradores. "Esse foi um gol contra, estamos insatisfeitos sobre isso e devemos desculpas ao representante Pocan", diz o texto, que inclusive culpa a publicação do tweet por ele não ter passado por uma avaliação minuciosa.

Segundo a Amazon, os motoristas às vezes são forçados a urinar em garrafas por condições bem específicas, como rotas rurais, trânsito ou banheiros públicos fechados durante a pandemia da covid-19. Ela ainda afirmou que esse é um problema já duradouro e enfrentado por toda a indústria, mas que ainda não tem uma solução.

Longa lista

A Amazon encara há anos denúncias vindas de reportagens e relatos dos próprios funcionários sobre más condições de trabalho nos armazéns ou envolvendo motoristas que fazem entregas.

Os motivos envolvem pouco tempo de descanso e até vigilância de desempenho por meio de inteligência artificial. Mais recentemente, a companhia foi criticada também por dificultar o processo de formação de um sindicato.

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