Grupo da Centauro compra NWB e cria ecossistema de esportes

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O grupo paulista SBF, dono da varejista de artigos esportivos Centauro, anunciou nesta segunda-feira (14) a compra da produtora de conteúdo NWB, rede de canais digitais como o “Desimpedidos”, “Acelerados”, “Fatality” e “Falcão 12”, no YouTube. A aquisição, feita por R$ 60 milhões, marca o ingresso da SBF no segmento de produção de conteúdo.

Apenas duas semanas após concluir a compra da Nike Brasil, um negócio que praticamente dobrou o tamanho do grupo, o SBF pretende se tornar "um ecossistema de esportes", segundo o seu presidente Pedro Zemel, em uma teleconferência com investidores, na qual reconheceu que "a NWB preenche a estratégia de conteúdo”.

Com a aquisição da Nike, o grupo SBF praticamente dobrou de tamanho (Fonte: BH Shopping/Nike/Divulgação)Com a aquisição da Nike, o grupo SBF praticamente dobrou de tamanho (Fonte: BH Shopping/Nike/Divulgação)Fonte:  BH Shopping/Nike 

A estratégia da SBF

Com a aquisição, o grupo SBF vislumbra a oportunidade de monetizar uma audiência qualificada. Um dos caminhos é buscar levar esses consumidores da NWB (81 milhões no Instagram e 73 milhões no YouTube) diretamente para a Centauro.

Outra aposta é investir num modelo de entretenimento que vende, no qual os influenciadores, com seu público já engajado, atuariam como vendedores de produtos. Há também estudos em andamento, que envolvem promoção de eventos, transmissões ao vivo e conteúdo, dentro de uma estrutura tecnológica mais robusta que um grupo maior pode proporcionar.

Fonte: Centauro/ReproduçãoFonte: Centauro/ReproduçãoFonte:  Centauro 

Em entrevista à revista Exame, Zemel explicou que, da mesma forma que ocorreu com a Nike Brasil, a ideia é que a NWB mantenha sua integridade de negócio separada dentro do grupo SBF. Ele destaca que a companhia segue as regras de proteção de dados do consumidor.

Nesse aspecto, Zemel enfatiza que a maioria dos varejistas especialistas do mundo quebrou, porque “não aguentaram a concorrência com os gigantes”, lembrando que as grandes plataformas de varejo têm uma quantidade de dados do consumidor “inimaginável”. Apesar da expansão, ele afirma: “a gente é Davi não é Golias”.

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Fontes

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