Acordo de Paris: Brasil quer US$ 10 bilhões para diminuir emissões

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Imagem: Secom-MT/Mayke Toscano/Divulgação
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Um pouco mais de um ano depois de o presidente Jair Bolsonaro declarar que o Brasil não precisa do dinheiro de países europeus para programas ambientais na Amazônia, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou nesta terça (8) que, dentro do Acordo de Paris, o país se comprometeu com “emissões zero” até 2060, podendo alcançar a meta antes do tempo se países ricos derem ao Brasil US$ 10 bilhões anuais.

Segundo ele, o dinheiro poderia ser liberado "através dos mecanismos do artigo 6º do Acordo de Paris e do programa de pagamento de serviços ambientais, o Floresta+, à razão de US$ 10 bilhões já a partir do ano que vem". O ministro, porém, não disse em quanto o prazo seria encurtado.

Entre as metas assumidas pelo Brasil, estão chegar a 2025 com uma redução de 37% na emissão dos gases de efeito estufa em relação aos níveis de 2005, alcançando 43% até 2030. Para que isso aconteça, o país se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal até 2030, reflorestar 12 milhões de hectares e assegurar 45% de fontes renováveis na matriz energética nacional.

Menos de 1%

Enquanto isso, o dinheiro do Fundo Amazônia (R$ 3,1 bilhões), que recebe recursos para financiar ações de conservação e combate ao desmatamento da Floresta Amazônica, não é gasto desde o ano passado, depois que Salles sugeriu mudanças em sua estrutura.

Com o aumento dos índices de desmatamento, os governos da Noruega (que responde por 93,3% do fundo) e da Alemanha (6,2%) suspenderam as contribuições.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento na Amazônia atingiu o maior nível em 12 anos.Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento na Amazônia atingiu o maior nível em 12 anos.Fonte:  Reuters/Ueslei Marcelino/Reprodução 

Além disso, o ministério do Meio Ambiente, até setembro, não havia aplicado nem 1% da verba disponível para preservação ambiental. Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento obtidos pelo Observatório do Clima, a pasta gastou cerca de R$ 105 mil de um caixa de mais de R$ 26,5 milhões.

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