Apps de entrega estariam explorando trabalho infantil no Brasil

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A Thomson Reuters Foundation encontrou casos de jovens brasileiros menores de idade que estão trabalhando nos principais aplicativos de entregas do país. Recente reportagem do Latin America Business Stories (LABS) destaca a crescente prática da exploração do trabalho infantil nas capitais.

Com as escolas fechadas devido à pandemia de coronavírus, os apps se tornaram uma alternativa para crianças e adolescentes ajudarem as famílias. Então, os jovens estão criando contas com nomes de parentes mais velhos para iniciar o trabalho informal.

A facilidade dos apps de entrega leva os jovens para o trabalho informal.A facilidade dos apps de entrega leva os jovens para o trabalho informal.Fonte:  Leandro Fonseca/Reprodução 

Segundo o artigo, o fato de precisar de apenas um celular e uma bicicleta contribuiu para que os jovens procurassem nos apps uma forma de renda extra. Além disso, muitos deles moram em regiões de periferia e podem pedalar até 50 km realizando entregas.

Do outro lado, empresas como iFood, Rappi e Uber Eats não realizam uma análise rigorosa dos cadastros nas plataformas. Bem como há páginas em redes sociais e vídeos do YouTube orientando os menores de idade sobre como burlar as verificações de identidade.

“As companhias precisam ser mais atenciosas na seleção dos trabalhadores e não permitir esse escandaloso uso de mão de obra infantil”, comentou Ana Maria Villa Real, promotora de justiça brasileira especializada em trabalho infantil, ao LABS.

Apps de entrega se posicionam contra o trabalho infantil.Apps de entrega se posicionam contra o trabalho infantil.Fonte:  OSãoPaulo.com.br/Reprodução 

Resposta dos aplicativos

Ouvidos pelo LABS, todos os aplicativos citados na matéria original expressaram oposição ao trabalho infantil. Bem como revelaram que aumentarão os esforços para identificar as contas fraudulentas usadas por menores e bani-los da plataforma.

Em destaque, o iFood divulgou uma nota pública se posicionando sobre o assunto. Então, informou que investe em uma tecnologia de reconhecimento facial que compara fotos como selfies com os documentos enviados no cadastro.

“O iFood esclarece que não admite nenhuma prática que envolva trabalho infantil, que prive crianças e adolescentes de ter uma infância normal ou que os coloque em risco social, psicológico ou físico”, afirmou a nota.

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