China pretende restringir poder de gigantes da tecnologia

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A crescente influência de grandes plataformas digitais levou a China, na última terça-feira (10), a propor novos regulamentos com o objetivo de restringir o poder de suas maiores empresas de internet. O documento de 22 páginas, redigido pela Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR) local, trata-se da primeira tentativa do governo do país asiático de definir comportamentos anticompetitivos do setor tecnológico por lá.

Entre as novas regras, limitar a troca de dados sensíveis de consumidores entre gigantes, que podem eliminar rivais menores por meio da realização de transações que gerem prejuízos, é uma das determinações estipuladas. Além disso, há novos padrões que reduzem a capacidade de companhias obrigarem outras empresas a realizarem acordos exclusivos, uma acusação enfrentada pela Alibaba recentemente.

Por fim, acompanhar tratamentos diferentes dedicados a clientes com base em seus dados e hábitos de consumo é outra medida, e o órgão responsável pelas diretrizes está buscando avaliações e feedbacks públicos até o final do mês. O mercado reagiu à notícia.

Alibaba é uma das empresas na mira do governo chinês.Alibaba é uma das empresas na mira do governo chinês.Fonte:  Reprodução 

"Guardiãs de monopólios"

O movimento acompanha a União Europeia e os Estados Unidos que também se dedicam a evitar comportamentos abusivos de nomes como a Amazon e a Google (descrita pelo Departamento de Justiça norte-americano como "guardiã do monopólio da internet). Somente a Alibaba, que, em setembro, acumulava 881 milhões de usuários ativos mensais de celular, e a JD.com, por exemplo, respondem, juntas, por cerca de três quartos do comércio eletrônico chinês.

A Ant Group, afiliada da Alibaba, por sua vez, teve de retirar seu lançamento no mercado de ações na semana passada, pois reguladores se preocuparam quanto à possibilidade de isso afetar o sistema financeiro geral, já que, sozinha, possui 1,3 bilhão de usuários, principalmente na China, onde gerencia o sistema de pagamento digital dominante na região.

Com as novidades, Alibaba, JD.com, Tencent, Xiaomi e Meituan viram suas ações despencarem e perderam mais de US$ 200 bilhões.

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