A conectividade que o Brasil não pode perder

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O termo “tempo é dinheiro” nunca esteve tão em alta, principalmente em época de pandemia, onde as pessoas mesmo em quarentena estão buscando as melhores maneiras de se informar, comprar, consumir e estudar.

Segundo o IBGE, hoje há mais de 4,5 milhões de pessoas do setor privado trabalhando em domicílio no Brasil e, mesmo com a retração na atividade no país, enxerga-se um crescimento no futuro. Estimando para o setor público, são mais de 5,4 milhões.

A evolução da Internet nos permite isso e ao mesmo tempo nos obriga a ter maior critério nas escolhas.

Hoje, por exemplo, para sair de casa há mais de 100 aplicativos de mobilidade disponíveis, todos envolvendo os principais modais, como bicicleta, transporte de passageiros, metrô, ônibus, entre outros.

Impulsionado pela maior conectividade durante o período de isolamento social, o serviço de telemedicina do Hospital Albert Einstein passou de 1,2 mil atendimentos em fevereiro para 7,9 mil em março; de 16,5 mil em abril para 22,3 mil em maio – um salto de 1.758% em 4 meses. Em junho, com a estabilização da crise sanitária, foram 18,8 mil atendimentos.

Desde o começo da crise, o Ministério da Saúde flexibilizou a regulamentação para o atendimento de pacientes de forma remota – a chamada telemedicina. Este e outros avanços devem seguir mesmo quando a situação melhorar.

As estatísticas foram reveladas pelo presidente da Sociedade Beneficente Albert Einstein, Sidney Klajner, durante o Painel Telebrasil 2020 – que convida integrantes de todas as áreas da sociedade a refletir sobre os principais aspectos de um mundo conectado. O interessante desse debate promovido pelo SindiTelebrasil é que, apesar de várias frentes de trabalho estarem envolvidas, todas estão com os olhares focados em melhorias no segmento de Telecom.

Painel Telebrasil 2020

O Painel Telebrasil 2020 está sendo realizado todas as terças-feiras de setembro, a partir das 9 horas, e tem a participação de autoridades públicas, empresas de telecom e outros setores (como saúde, mobilidade, logística, mineração e finanças).

Na abertura, conseguimos colocar para conversar com os mais de 3 mil participantes o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. Este destacou: “pensar telecomunicações é pensar o Brasil e as possibilidades de se construir um futuro com melhores oportunidades para a sociedade. Ao se referir ao 5G, Mourão disse:

"O Brasil não pode perder o bonde da história e deixar de embarcar nessa tecnologia junto do resto do mundo. Perder essa oportunidade significará décadas de atraso e prejuízo."

A CEO da Uber no Brasil, Cláudia Woods, mostrou a mesma linha de raciocínio do vice-presidente sobre a conexão. Durante o debate, ela declarou ser dependente da conectividade para manter o seu serviço funcionando e com capilaridade. Com 22 milhões de usuários, 1 milhão de parceiros e presença em cerca de 500 cidades, a executiva também destacou que o Brasil é 1 dos 3 principais mercados para a Uber no mundo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também participou do Painel Telebrasil 2020 com a palestra sobre as reformas e o futuro da economia brasileira no pós-pandemia. Durante a explanação, Guedes ressaltou que o Brasil já é o 4º maior mercado digital e, com o 5G, certamente avançará rumo ao G5 global, a partir das ações já tomadas pelo governo, como o Decreto das Lei das Antenas e a negociação pela desoneração de novas tecnologias (como a não cobrança do Fistel para os dispositivos de Internet das Coisas).

Internet ajudou a economia

O Brasil reagiu bem economicamente às medidas tomadas de combate aos impactos da pandemia e os primeiros dados mostravam um colapso de quase 10% do PIB. Hoje as estimativas já estão entre 4% e 5%. Muito disso se deve ao mundo conectado e as diversas oportunidades geradas.

Ao ano, os investimentos do setor de telecom têm sido de cerca de R$ 32 bilhões. Em 2019, foram R$ 33 bilhões. Considerando os valores nominais, nos últimos 4 trimestres, os investimentos somaram R$ 32,1 bilhões.

Com tudo isso, é possível afirmar que portas estão se abrindo, bem como os espaços virtuais estão ficando cada vez mais democráticos e propensos a respostas e soluções.

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Marcos Ferrari, colunista mensal no TecMundoé presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e foi diretor de Infraestrutura e Governo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também foi secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento de 2016 a 2018 e secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Além disso, exerceu o papel de presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo.

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