Samsung e LG não querem mais fornecer telas e chips para Huawei

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As sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos à fabricante chinesa Huawei já trouxeram diversas consequências de mercado para a empresa, como o fim do licenciamento do ecossistema Android e a necessidade de fabricar os próprios chips sem parceiras norte-americanas.

Porém, parece que os problemas gerados por essa guerra comercial estão cada vez mais além dos dois países e podem prejudicar outros setores importantes da companhia. O primeiro golpe vem no mercado de processadores: de acordo com sites sul-coreanos, a Samsung e a SK Hynix vão encerrar ainda neste mês o fornecimento de componentes à Huawei.

Como relata o The Verge, a medida é um duro golpe no processo de fabricação dos processadores Kirin, que são da própria Huawei, mas dependiam da produção de outras companhias. O contrato com a gigante taiwanesa TSMC foi cortado em maio de 2020 também por causa das sanções e, por enquanto, ela depende de operações locais e pode ter problemas de estoque. Marcas como Qualcomm e MediaTek tentam receber autorização do governo dos EUA para negociar com os chineses, mas ainda não tiveram sucesso.

Telas

Outro problema de fornecimento envolvendo a Huawei e antigas parcerias está no campo dos displays. Segundo o site Android Authority, as divisões de telas de Samsung e LG também devem cessar parcerias com a chinesa por causa das sanções em setembro deste ano.

A aliança com as duas sul-coreanas envolvida o envio de telas "premium" para smartphones, o que provavelmente significa os painéis usados nos mais poderosos modelos da companhia. Como alternativa, a Huawei deve intensificar os contratos com a chinesa BOE, que já fornecia telas de forma parcial para alguns segmentos. 

Recentemente, a empresa ultrapassou a Samsung e virou a líder no mercado global de celulares, mas o posto pode ser ameaçado caso ela tenha problemas na manutenção do estoque e na fabricação de novos modelos.

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