As autoridades dos Estados Unidos e a ZTE chegaram a um meio termo para permitir que a companhia volte a operar no país e, consequentemente, não feche as portas. A empresa chinesa chegou a anunciar o encerramento de suas atividades após ficar proibida de negociar com empresas dos EUA durante sete anos por ter supostamente violado sanções comerciais impostas pelo país norte-americano ao Irã.

O meio termo, porém, é bem salgado, visto que o banimento anteriormente imposto pelo Departamento de Comércio dos EUA foi substituído por uma multa de US$ 1 bilhão. Apesar de alto, o valor acaba sendo uma saída menos pior para a ZTE e é quase a metade das previsões de especialistas, que apostavam em uma sanção de US$ 1,7 bilhão.

Além de pagar esse valor astronômico, a ZTE também aceitou incorporar em sua administração uma equipe de compliance (termo corporativo relacionado a cumprimento de determinadas regras) selecionada pelo governo dos EUA. Essa “intervenção sutil”, digamos assim, acontecerá pelo prazo de 10 anos.

Outra medida acordada entre as autoridades estadunidenses e a ZTE inclui a mudanças no comando da empresa. Não apenas o presidente-executivo, mas também o corpo diretor da fabricante chinesa devem ser substituídos nos próximos dias. Qualquer violação aos termos divulgados hoje resulta em um banimento de 10 anos para a ZTE.