Huawei teria violado sanções dos EUA e negociado com o Irã

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Os Estados Unidos reforçaram nesta segunda-feira (2) denúncias contra a fabricante chinesa Huawei, atualmente em guerra comercial e banida de atuar em vários segmentos do país.

Segundo a agência de notícias Reuters, novos documentos indicam que a empresa esteve mesmo envolvida na venda ilegal de equipamentos norte-americanos de telecomunicação para o Irã em 2010, burlando sanções que impediam esse tipo de atividade no país.

De acordo com os relatórios, que foram revisados pela agência, pacotes enviados em dezembro de 2010 pela Huawei continham equipamentos fabricados pela Hewlett-Packard Co, um dos braços da HP, e seriam usados por uma operadora iraniana. Dois meses depois, um novo documento foi emitido, confirmando que os aparelhos foram enviados para a região de Teerã e aguardavam aprovação na alfândega.

Qual o problema?

As denúncias de que a Huawei burlou as sanções contra o Irã datam de 2012, quando a fabricante ainda operava normalmente nos EUA e não era acusada de espionagem a mando do governo chinês. Entretanto, a marca sempre negou o envolvimento — até que, em 2019, começaram a surgir as primeiras provas comprovando a ligação. Esse é também o caso que resultou na prisão de uma executiva da companhia no Canadá há dois anos.

O grande problema deste caso é que a Huawei intermediou o envio de aparelhos feitos por uma empresa dos EUA e remeteu para o Irã, sendo que os norte-americanos proibem expressamente o envio de tecnologia local para o país considerado inimigos. Além disso, as movimentações financeiras que envolviam a aquisição desses aparelhos são consideradas suspeitas, por terem sido feitas de modo a enganar bancos e as próprias companhias envolvidas.

Os EUA provavelmente vão usar essa acusação no caso para manter a companhia fora do país, além de reforçar o pedido para que nações aliadas não fechem contrato com a companhia para serviços como o do 5G — que é exatamente o caso do Brasil.

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