3 dicas para Transformação Digital em PMEs

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Equipe TecMundo

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Implementar a mentalidade digital em todos os setores de uma empresa parece uma tarefa muito mais plausível quando se trata de um grande negócio. O que nem todo mundo imagina é que a transformação digital nas grandes empresas não é fácil e nem todas chegam lá. E o mais importante: as pequenas e médias empresas também podem fazer parte desse movimento, com tanto ou mais trabalho e sucesso que as maiores do mundo. 

No Brasil, Nike, Magazine Luiza, Havan, O Boticário, Burger King, Petz, Cobasi, C&A, Lojas Renner e Adidas são as empresas no topo do Índice de Maturidade Digital 2019. Criado pela Isobar Brasil, o ranking é inspirado no Digital Strength Index (DSI) da Isobar EUA, que avalia o estágio de desenvolvimento de grandes marcas na transformação digital. E é possível perceber que plataformas de big data, robótica, impressoras 3D e Inteligência Artificial são algumas das ferramentas que já atingem empresas de todos os setores atualmente. 

Levando esse cenário para o universo das PMEs, que tendem a se inspirar nas grandes, há muitas oportunidades para dar as boas-vindas ao digital. Para isso, um acelerador do sucesso é o bom e velho planejamento. Afinal, colocar a tecnologia como solucionadora é fazer a empresa ser acessível para uma quantidade cada vez maior de pessoas. 

3 dicas para a transformação digital

Costumo dizer que muitas empresas acreditam que basta contratar um Head de Digital, separar um orçamento e deixá-lo iniciar as mudanças de acordo com sua própria cabeça. Não é. 

A transformação digital exige três acontecimentos essenciais e complementares:

Mudança na cultura

A transformação digital não é simples, e a principal dificuldade é que ela demanda uma mudança de cultura nas empresas. O estudo The Digital Culture Challenge, da consultoria Capgemini e do Analista Digital Brian Solis, mostra que 62% dos entrevistados veem a cultura corporativa como um dos maiores obstáculos na jornada para que suas empresas se tornem uma organização digital.

É preciso um comprometimento de toda a empresa, de ponta a ponta, para que a transformação aconteça. Questões centrais de um negócio, desde pessoas passando pela gestão de dados até a distribuição, precisam estar alinhadas, inclusive a liderança. 

Esse é um grande problema apontado pelo estudo, pois enquanto 40% dos executivos do alto escalão acreditam que seus negócios já dispõem de uma cultura digital, apenas 27% dos demais empregados concordam com esta afirmação.

blog sbReprodução/BlogSBFonte: socialbase

Para estabelecer uma cultura digital correta, as empresas devem engajar, capacitar e inspirar os funcionários, promovendo mudanças em parceria com eles e eliminando a distância entre a alta gestão e os outros funcionários. 

Outra obrigação importante das empresas é se aproximar do ecossistema de inovação. Conhecer e apoiar startups, participar e realizar eventos e estudar o tema são algumas ações extras para criar uma cultura sobre o que está acontecendo.

Aceitação de riscos

Não existe transformação digital sem riscos. Essa máxima pode soar um pouco assustadora, porém assumir riscos é de onde se origina qualquer inovação, do início dos tempos até a atualidade. 

Estar aberto a riscos tem tudo a ver com a cultura de uma empresa inovadora. Observe, por exemplo, a Coca-Cola, cujo principal produto surgiu a partir de uma mistura acidental que a tornou uma das maiores do mundo!

Apenas 7% das empresas entrevistadas pelo estudo mencionado anteriormente sentem-se aptas a testar novas ideias e a implementá-las rapidamente. No quesito transformação, é matar ou morrer, e esse péssimo resultado que vai contribuir para que o seu negócio não sobreviva aos próximos anos. 

coca-colaDivulgação/Coca-Cola

Quando falamos em risco, estamos falando também do lado financeiro, e isso coloca uma grande pressão em cima das marcas - principalmente das PMEs, que não possuem um capital milionário como as maiores do mercado.

Para aliviar, planejar o orçamento é a melhor solução. Se o seu negócio não tem como se jogar de cabeça na digitalização, vá investindo aos poucos. Divida o seu plano rumo à transformação digital em etapas e procure segui-lo. Sem, é claro, prejudicar a sua empresa. 

Aplicação do “Design Thinking

O “Design Thinking” é uma abordagem que permite olhar para toda a cadeia antes de inovar. Isso significa, para os pequenos e médios negócios brasileiros, abrir a jornada do consumidor e refletir honestamente: qual parte não está sendo bem atendida?

Colocar o foco no cliente, pois a razão da existência dessa metodologia é, em sua essência, a satisfação dele, dentro ou fora da empresa

Ao aplicar o Design Thinking, a sua empresa colocará o foco no cliente, pois a razão da existência dessa metodologia é, em sua essência, a satisfação dele, dentro ou fora da empresa. 

Essa dádiva só será alcançada ao conhecer profundamente quais são as necessidades, desejos e percepções do cliente que o seu negócio ainda não está apto a atender. A partir da digitalização, eles verão uma mudança que gera valor. 

Não me leve a mal, mas toda empresa tem um (ou mais) calcanhar de Aquiles, e aquilo que está sendo mal atendido é sua maior oportunidade de inovar!  Lembre-se que as fintechs e insurtechs surgiram e enriqueceram a partir dos gaps dos clientes dos bancos e seguradoras tradicionais. 

Por fim, outra semelhança entre grandes empresas e as PMEs: nenhuma possui fórmula mágica. Descobrir o caminho para inovar é uma longa jornada, mas quem começou a percorrê-la já saiu na frente.   

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Este artigo foi produzido pelo autor convidado Marcello Ursini, Diretor Geral do programa de saúde, bem-estar e emagrecimento Vigilantes do Peso.

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