EUA e China assinam acordo de Fase 1 — várias taxas foram mantidas

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Na quarta-feira (15), a China e os Estados Unidos assinaram a Fase 1 de um acordo que visa resolver as pendências da guerra comercial entre os dois países, que já dura 2 anos. Essa etapa cobre assuntos relacionados a roubo de propriedade intelectual, política governamental e importação de produtos agrícolas. O setor tecnológico enxerga o acordo com bons olhos, mas o fato é que a maioria das taxas contra produtos chineses foi mantida.

Proteção de propriedade intelectual

Ambas as nações concordaram em parar de exigir que as empresas do país oposto tenham que transferir suas tecnologias como condição para operar no mercado-alvo. Mas, ao que tudo indica, essa era uma preocupação muito maior dos norte-americanos do que dos chineses, já que os EUA afirmam que essa prática é uma das formas de a China se apossar da propriedade intelectual das empresas para desenvolver produtos concorrentes.

(Fonte: Wccftech/Reprodução)

A China ainda foi obrigada a combater com maior rigor a violação de patentes e direitos autorais online, além do comércio de produtos falsificados.

Fase 1 está longe de resolver todos os problemas

Para Gary Shapiro, da Associação de Tecnologia do Consumidor, a Fase 1 é um passo importante para terminar a guerra comercial, mas "a incerteza do mercado permanece até a remoção permanente das tarifas — ou devolução dos bilhões de dólares que nosso país pagou por causa dessas tarifas".

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Tarifas

Para forçar a China a mudar seu modelo de fazer negócios, os EUA têm cobrado tarifas de diversos produtos chineses nos últimos 18 meses. Em resposta, a China também começou a cobrar tarifas sobre produtos norte-americanos. O resultado dessa equação impactou todo o setor de tecnologia.

O acordo reverteu algumas das tarifas adotadas pelos EUA no início deste ano e reduziu o valor da taxa (para 7,5%) sobre as tarifas que começaram a ser cobradas em 1º de setembro de 2019, avaliadas em US$ 120 bilhões em produtos. Já as tarifas que deveriam ser cobradas a partir de 15 de dezembro foram adiadas por tempo indeterminado. No entanto, a taxa de 25% aplicada a US$ 250 bilhões em outras mercadorias chinesas, como PCs, carregadores, adaptadores e outros eletrônicos, ainda permanece.

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