Alternativa à Bitcoin traz segurança e baixo consumo de energia

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Uma equipe de pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, liderada pelo cientista da computação Rachid Guerraoui, está desenvolvendo uma criptomoeda alternativa à Bitcoin (e às suas derivações), que usa um método para garantir a segurança das transações muito mais econômico.

Bitcoin consome muita energia

O sistema de segurança de transações da Bitcoin, e de todas as criptomoedas semelhantes a ela, consome muita energia porque usa um princípio chamado “consenso”. Nesse modelo, a validade de todas as transações precisa ser averiguada e confirmada por todos os participantes da rede, a fim de impedir fraudes como a utilização das mesmas moedas mais de uma vez. Por isso, todos os participantes são incluídos em operações complexas de computador, que requerem alto processamento e, consequentemente, maior gasto de eletricidade.

Alternativa ao Bitcoin

A comunicação entre os participantes garante a segurança no modelo proposto por Guerraoui. (Fonte: Pixabay/Reprodução)

O modelo criado por Guerraoui e sua equipe inverte o trabalho do modelo anterior. Ele supõe que nenhum participante da rede sejam um trapaceiro em potencial, por isso o sistema de segurança só entra em ação quando uma operação suspeita é identificada.

Essa nova abordagem é chamada de “Difusão Segura Bizantina” e exclui o princípio do consenso para atuar.

Como funciona a Difusão Segura Bizantina

A comunicação entre os participantes da rede é o que garante a segurança do sistema baseado na Difusão Segura Bizantina: "Se um participante mal-intencionado quiser efetuar um pagamento, por exemplo, este sistema não permitirá que ninguém aceite dinheiro desse participante até que uma amostra escolhida aleatoriamente confirme que o participante não enviou dinheiro a mais ninguém; caso contrário, o pagamento não será aceito," explica Guerraoui.

O novo modelo está previsto para ser lançado no final de 2020 e possui limitações nos tipos de aplicações em relação ao Bitcoin. No entanto, enquanto cada transação envolvendo Bitcoin gera cerca de 300 quilos de CO2, o novo modelo geraria apenas alguns gramas.

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