Apesar de a Huawei estar virando manchete por causa da polêmica sanção nos Estados Unidos que proibe a empresa de fazer negócios com companhias americanas, nem todas as notícias envolvendo a marca são ruins. A consultoria de mercado IDC publicou números sobre o mercado de vestíveis e revelou que a fabricante chinesa teve um crescimento anual de 282,2% no setor.

Segundo os números, a Huawei foi a marca que mais cresceu durante o ano no pulverizado setor de vestíveis. No primeiro trimestre deste ano, a companhia chinesa ficou em terceiro lugar em produtos entregues no mundo, atrás apenas de Apple e Xiaomi.

Durante os primeiros três meses de 2019, a dona dos iPhones entregou 12,8 milhões de vestíveis e liderou o mercado com uma participação de 25,8%. A Xiaomi, responsável pela popular Mi Band 3, vendeu 6,6 milhões de produtos e garantiu um market share de 13,3%.

Honor Band 4. Imagem: Huawei

A Huawei ficou em terceiro lugar no pódio ao vender 5 milhões de dispositivos vestíveis, 10% do total do mercado. Apesar da "medalha de bronze", a companhia teve crescimento anual maior do que as duas primeiras colocadas juntas: a Apple teve aumento de 49,5% em suas vendas em relação ao mesmo período de 2018, enquanto a Xiaomi aumentou sua base de consumidores em 68,2%.

Para se ter uma ideia do crescimento da marca chinesa em apenas um ano, no começo de 2018 a Huawei tinha vendido apenas 1,3 milhões de wearables mundialmente.

Imagem: IDC

A Samsung, quarta empresa que mais vende vestíveis no mundo, também teve um crescimento impressionante e entregou 151,6% mais produtos no setor de wearables do que em 2018.

Vale notar, também, que ainda existe bastante espaço para ser dominado pelas grandes empresas de tecnologia nesse segmento. A IDC aponta que 36,3% do mercado de vestíveis ainda é dominado por "outras marcas".

Apesar dos números mostrarem que a Huawei tende a alcançar mais consumidores no futuro e se aproximar da Apple e Xiaomi, possivelmente a investida da empresa vai acabar sendo afetada pelo banimento dos Estados Unidos, que está no meio de uma pausa até agosto, mas ainda está gerando consequências para a companhia.