Um golpista que participou de um elaborado esquema de falsificação que enganou a Apple e rendeu quase 1,5 mil iPhone se declarou culpado no tribunal. Quan Jiang, de 30 anos, era estudante de engenharia na época do crime e confessou ter entregado pessoalmente ou enviado por correspondência mais de 3 mil iPhone para a Maçã — todos falsos, apenas "carcaças", incapazes de funcionar.

Ele se declarou culpado em uma corte federal por comercializar produtos falsificados e pode pegar até 10 anos de prisão e pagar US$ 2 milhões de multa. Em caso de acordo, a pena pode passar para US$ 200 mil em restituição para a Apple e 3 anos de sentença.

Por enquanto, não há informações sobre a situação do outro acusado, o também chinês Yangyang Zhou.

Relembre o caso

O crime foi divulgado no começo de abril e envolve um esquema bastante elaborado. Os estudantes usaram iPhone falsos para explorar a política de devolução da Apple e conseguir novos dispositivos totalmente legítimos por meio da garantia.

Mais de 3 mil celulares que "não funcionavam" foram enviados para a companhia, mas antes foram obtidos com um fornecedor de Hong Kong, e a empresa concedeu um substituto em quase metade dos casos. O principal motivo para a aceitação pela Apple era a dificuldade de perceber se o modelo não funcionava por estar com defeito ou por ser de fato uma mercadoria falsa.

Porém, a Maçã percebeu em junho de 2017 que algo estava errado porque vários endereços se repetiam. Ela enviou ordens judiciais pedindo para o responsável parar com a atitude e investigou melhor o caso quando não obteve resposta.

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