Brasil esquece roaming permanente e decide usar eSIM na Internet das Coisas

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O Brasil definitivamente não adotará a tecnologia do roaming permanente ou roaming internacional M2M. Quem confirmou a informação foi Nilo Pasquali, superintendente de planejamento e regulamentação da Anatel, durante uma conversa no Painel Telebrasil 2019.

Segundo Pasquali, essa polêmica está encerrada e tem um substituto perfeito: o eSIM, ou chip virtual, que está começando a ser usado em smartphones e logo deverá ser adotado também em outras plataformas. "A solução já foi dada. O eSIM resolve o problema porque configura via software e não tem problema de escala de produção", afirmou o executivo.

A polêmica foi estabelecida em 2018 com outras barreiras que impediriam o desenvolvimento da conectividade entre plataformas no País. Com essa confirmação, a Anatel pode avançar mais na direção do incentivo ao desenvolvimento da IoT no Brasil.

Próximos passos

O tal roaming permanente seria necessário para que um produto estrangeiro, como um carro fabricado nos Estados Unidos ou na Europa, continuasse conectado à operadora de origem e funcionando com tecnologias de Internet das Coisas no Brasil. Além do alto custo, esse roaming passaria por dificuldades na regulamentação e poderia incluir irregularidades.

O diretor de IoT da Claro, Eduardo Polidoro, concorda com a questão. "Nossa visão obviamente é de um perde-perde para todos os participantes do negócio: para o Brasil, porque não tem arrecadação de impostos; e para o cliente, que é prejudicado pelo impacto de SIMcards não planejados que entram nas redes de todas as operadoras", afirmou ele ao site Teletime.

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