A Apple está sendo processada por supostamente ter feito declarações falsas e ocultado suas perspectivas de negócios com o objetivo de elevar o preço de suas ações. No caso, dois processos com justificativas semelhantes estão sendo movidos coletivamente por grupos de investidores dos Estados Unidos, que se sentiram prejudicados financeiramente com os rumos tomados pela companhia no período entre 2 de novembro de 2018 e 2 de janeiro de 2019.

Os autores da ação judicial consideram que a Apple cometeu fraude durante o tempo citado. Os textos dos processos alegam que a companhia deixou de informar sobre a queda de demanda por iPhones e sobre a degradação intencional do desempenho da bateria de seus aparelhos, o que estaria levando seus usuários a apenas substituir essa peça. Esse conjunto elementos teria impactado negativamente a venda de iPhones no primeiro trimestre fiscal de 2019.

A Apple é também acusada de ter escondido o corte de “pedidos de produção de fornecedores para os novos modelos do iPhone de 2018”, de reduzir os seus preços e de ter deixado de indicar o número de unidades vendidas tanto desse modelo quanto de outros equipamentos. Segundo a ação, essas seriam as métricas mais importantes para os investidores e teriam inflado o preço de suas ações para US$ 209.

Somente após o fim do pregão,  e pela primeira vez depois desde 2007, a Apple teria comunicado em 2 de janeiro que não iria realizar sua previsão trimestral de receita devido à queda de vendas de iPhone na China, considerado o seu terceiro maior mercado, logo após os Estados Unidos e Europa. No dia seguinte ao anúncio, suas ações caíram 10% e o seu valor de mercado reduziu 40% abaixo do pico de US$ 1,1 trilhão esperado três meses antes desse fato.

Nos textos das ações, é também indicado que essas ocorrências seriam, em grande parte, fruto “da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China”. Diante do ocorrido, os investidores esperaram receberem indenização como reparação dos danos gerados pela Apple.

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