A China é o maior mercado de smartphones do mundo, com cerca de 790 milhões de pessoas acessando a internet a partir de dispositivos móveis, portanto, ir bem por lá pode ser decisivo para os planos de companhias quem querem brigar no topo do ranking entre das maiores do planeta.

E, pelo visto, a Apple vem perdendo essa disputa, segundo reportagem publicada pela Reuters. Segundo a publicação, muitos chineses vêm preferindo apostar nos preços mais baixos e na maior gama de recursos oferecidos por companhias locais como HuaweiOppoXiaomi em vez de investir em um iPhone.

A Huawei, por exemplo, que briga atualmente para se consolidar como a segunda maior fabricante de celulares do mundo e já promete desbancar a Samsung do primeiro lugar em breve, viu a sua fatia de mercado de aparelhos com preço entre US$ 500 e US$ 800 saltar de 8,8% para 26,6% em 2018 segundo a Counterpoint.

A Apple, por sua vez, viu a sua parte cair de 81,2% para 54,6% no mesmo período. A empresa ainda tem uma fatia significante do mercado, mas a variação negativa em um período tão curto contrasta muito com o avanço da Huawei

Da Apple para as chinesas

O caminho citado acima é confirmado por algumas pessoas como He Fan, presidente de uma empresa que compra e revende smartphones usados. Segundo ele, muita gente trocou seu iPhone por um dispositivo da Huawei e as câmeras teriam um papel decisivo nessa mudança.

“As câmeras da Huawei se tornaram notadamente melhores que as da Apple e, nessa, [os smartphones da Huawei] se encaixam melhor no gosto dos consumidores chineses”, comentou.

Já o diretor de pesquisas da Counterpoint Neil Shah destaca que as companhias locais compreenderam bem as inclinações dos consumidores chineses, que não estariam muito dispostos a pagar mais do que US$ 800 num smartphone.

“A maioria dos compradores chineses de smartphones não está pronta par gastar mais de US$ 1.000 em um telefone. Isso deixou um vazio no segmento abaixo de US$ 800, o qual as marcas chinesas se agarram com as duas mãos”, destacou.

Recursos acessíveis

Em suma, esse misto de preço e recursos que também é sentido em outras partes do mundo acaba ficando ainda mais evidente na China, fazendo com que a Apple tenha problemas por lá e veja a sua já pequena fatia diminuindo.

E há um potencial claro para que a queda seja ainda maior nos próximos anos, com os modelos chineses sendo lançados com recursos inovadores, como leitor de digitais embutidos em telas sem entalhes (ou com opções mais discretas),e preços mais competitivos.

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