Não é de hoje que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos vem sendo investigada. Nesta semana, o atual presidente, Ajit Pai, recebeu uma carta de três senadores pedindo averiguação sobre as operadoras de telefonia móvel dos Estados Unidos. Tudo isso começou por desconfiarem que as operadoras estão restringindo o tráfego para certos aplicativos de streaming, como o YouTube e Netflix, sem contar aos clientes. 

Wehe, empresa especializada em coleta de dados, vem realizando um estudo desde janeiro e ele consiste em coletar dados contínuos sobre violações da neutralidade da rede. Em mais de 135 países ao redor do mundo foram executados mais de 719.416 testes. 

Usando uma abordagem amplamente validada e revisada por pares, o estudo determina se os provedores de serviços de internet (ISPs) estão dando uma largura de banda diferente a aplicativos diferentes. Podemos citar como exemplo as operadoras que limitam a resolução de vídeo em determinados aplicativos de vídeo por streaming, limitando a largura de banda disponível.

Fonte: The Verge

De acordo com os senadores Edward Markey, Richard Blumenthal e Ron Wyden, eles acreditam que pode ser uma violação das regras de transparência da FCC. E mais, citam esse estudo como base de que realmente as empresas de telefonia celular dos Estados Unidos estão regulando pelo menos um serviço de streaming de vídeo. 

Em carta, eles ressaltam que a falta de informação clara e completa que as operadoras fornecem em resposta às investigações do Congresso deveria levar a Comissão a investigar as práticas das transportadoras e determinar se elas violam as regras de transparência existentes. De antemão, as operadoras se recusaram a dar as devidas explicações. Em carta, eles pedem que a FCC lhes dê uma resposta até o dia 27 de fevereiro.

E para a surpresa de todos, esse estudo descobriu que o streaming de vídeo não é o único tipo de aplicativo afetado, pois há evidências de limitação do Skype. Isso mostra que as propriedades de abertura e justiça que levaram ao sucesso da internet estão em risco nos EUA.