A gigante Microsoft, que, aparentemente, tinha tudo para dar certo no ramo de smartphones, falhou de forma surpreendente, mesmo tendo investido pesado na Nokia e colocado ótimos aparelhos no mercado.

Talvez, por esse motivo, os analistas haviam presumido que a companhia não iria dar continuidade à linha Surface, já que o processo de fabricação (e parte do público alvo) se assemelha bastante ao que temos no mundo dos smartphones.

No entanto, em entrevista recente, o diretor de hardware da Microsoft, Panos Panay, deixou claro que o Surface é uma peça chave para a estratégia de marketing da companhia, tendo, inclusive, superado as vendas do iPad Pro em algumas regiões.

De acordo com Panay, a contínua queda mundial de vendas de PCs desktop é um indício de que focar no segmento mobile pode ser uma opção. E o Surface tem gerado US$ 5 bilhões em vendas anuais para a companhia.

Panay também disse que uma das filosofias da Microsoft é tentar aprender com os erros passados, referindo-se ao fracasso da linha de smartphones Nokia Lumia.

Embora a linha Pro 6 tenha trazido ótimas melhorias de performance para os dispositivos Surface, algumas portas de conexão ficaram de fora, como a USB-C e Thunderbolt 3. Espera-se que elas sejam implementadas nos gadgets da próxima geração, maximizando sua versatilidade.

Um bom motivo para que a Microsoft continue investindo no Surface é o fato da companhia estar dando bastante atenção aos aplicativos em nuvem. O Projeto xCloud é um exemplo disso. Através dele, qualquer dispositivo que roda Windows ou macOS poderá ser transformado num “console” de jogos. Os usuários pagarão por uma assinatura mensal para jogar games que rodarão a partir dos servidores da empresa. Nesse sentido, gadgets móveis se tornam uma opção mais viável do que dispositivos fixos.