Em Israel, Bitcoins, além de outras criptomoedas, são considerados bens. A venda dessas criptomoedas é tributada como uma venda de propriedade, cujos valores arrecadados são taxados de acordo com tarifas fixas de impostos. A lei acaba abrangendo também as ICOs (ofertas iniciais de moedas), sob a justificativa de pagar os impostos correspondentes aos seus investidores e emissores.

Dada a rigidez com que esse tipo de negócio é fiscalizado no país, a Autoridade Tributária de Israel (ITA, na sigla em inglês) criou medidas severas com o intuito de desestimular a sonegação fiscal baseada em transações realizadas com criptomoedas, incluindo sua compra, venda e troca.

Para se ter ideia, os cidadãos podem receber uma carta de advertência por fazer viagens frequentes ao exterior, caso não possam comprovar de onde surgiu o dinheiro para a compra das passagens ou não apresentem evidência física de como vão bancar os custos da viagem. Possuir muitos imóveis também pode chamar a atenção dos fiscais.

Além disso, para os que foram flagrados tentando esconder parte dos ganhos obtidos com o comércio de criptomoedas, a ITA prevê a abertura unilateral de contas de impostos.

Nessas condições, é surpreendente que ainda existam traders em Israel. Ou o volume das transações é realmente muito alto, para poder compensar, ou eles descobriram uma forma de burlar a lei que passa pela ITA de forma completamente despercebida.