Vistos como um “mal social” pelos chineses, os jogos eletrônicos recentemente passaram por uma nova rodada de restrições no país, que chegou a proibir licenças para novos títulos serem lançados por lá. Enquanto isso afetou negativamente empresas como a Tencent — que saiu da lista das 10 maiores companhias da China —, publicadoras ocidentais como a Take-Two, Ubisoft e Activision não parecem muito preocupadas com a situação.

China

Em uma entrevista à Games Industry, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, afirmou que tudo vai ficar bem com o tempo e que a China continua sendo um mercado que deve trazer grande crescimento. Já o CFO da EA, Blake Jorgensen, acredita que a situação vai ter se estabilizado a tempo dos próximos grandes lançamentos da desenvolvedora chegarem ao mercado — opinião compartilhada por Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, que destacou o sucesso de Rainbow Six Siege no país.

Enquanto as grandes publicadoras ocidentais não veem a situação com preocupação, pequenos estúdios chineses já sentem o impacto das decisões governamentais. Além de restringir o número de novas licenças — e ter encerrado a venda de jogos como Monster Hunter World —, o país ainda está impondo severas restrições no tempo de jogatina dos cidadãos, que podem ter seu “status social” diminuído caso dediquem tempo demais à atividade.

Grandes publicadoras não se preocupam com restrições da China a games via Voxel