No dia 3 de setembro de 2013, os milhares empregados da Nokia recebiam do então CEO da Microsoft, Steve Ballmer, uma entusiasmada mensagem sobre a aquisição da companhia finlandesa pela Gigante de Redmond. As expectativas eram altas e as possibilidades enormes, mas… Como sabemos, as coisas não deram muito certo.

“Estamos animados de reunir as atividades de dispositivos móveis da Microsoft e da Nokia. Nossa parceria no Windows Phone nos últimos dois anos e meio renderam um grande trabalho — o deslumbrante Lumia 1020 é um grande exemplo disso. Nossa parceria também apresentou um incrível crescimento. Aliás, os Nokia Windows Phones estão entre os que mais crescem no mercado”, dizia um comunicado, logo após a transação, que custou US$ 7,6 bilhões.

microsoft nokia

Porém, o que poderia ser tornar uma “superpotência” dos smartphones, já que a Nokia anos antes chegou a liderar o setor com 41% de fatia do mercado, acabou se tornando um fracasso. Apenas dois anos depois, mais de 7,8 mil funcionários foram demitidos com o encerramento dessa divisão móvel na Microsoft.

O que deu errado?

Bem, é possível dizer que as faltas de softwares, suporte, opções de aparelhos e a dificuldade de fazer a transição da bem-sucedida experiência em máquinas de mesa para os dispositivos móveis foram as principais causas para a queda da divisão móvel Microsoft/Nokia. A companhia acreditava que seus bolsos cheios e seus aplicativos já conhecidos em outras frentes, além da popularidade da marca finlandesa seriam suficientes para suprir a ausência de apps e um ecossistema mais dinâmico entre suas plataformas.

Contudo, o contexto não era favorável para as experiências que a companhia de Redmond queria fazer com o setor, principalmente diante de duas outras gigantes, a Apple e a Google, dominando os consumidores da faixa premium e dos segmentos mais populares, respectivamente. O resultado, todos conhecemos.

E agora? Bem, esse “aniversário” serve para lembrar como as coisas foram e, de repente, para sinalizar novos tempos. Para a Nokia, agora com a HMD Global, o recomeço conta com a elogiada tecnologia de câmeras PureView e precisão ótica da Carl Zeiss. Já para a Microsoft, após ter aprendido com erros, a expectativa é de Surface Phones que possam trazer a experiência de desktops para dispositivos com arquitetura ARM, juntamente com a Dell.

De qualquer forma, o que os consumidores querem, com essa lembrança de cinco anos atrás, é que os erros fiquem mesmo no passado e novos e bem-sucedidos aparelhos sejam lançados em breve, por ambas as companhias. Esperamos que sim.