A tradicional fabricante de veículos japonesa demostra interesse no crescente mercado de carros autônomos. O investimento generoso na Uber é apenas reflexo disso. Esse relacionamento amistoso abre (ainda mais) portas para a participação da Toyota no desenvolvimento de carros autônomos.

Em janeiro deste ano, durante a International CES (Consumer Electronics Show), a empresa japonesa mostrou o conceito de um veículo autônomo: o e-Palette. A ideia é versátil, podendo servir pizzas ou trabalhar com caronas compartilhadas. Essa apresentação destacou as novas relações da Toyota — com Pizza Hut, Amazon, a chinesa Didi e, novamente, a Uber.

A Uber, com tamanho investimento, pode se dedicar à retomada do projeto de veículos autônomos — que, por sua vez, foi interrompido depois da morte por atropelamento de uma pedestre, em março. O retorno dos projetos às ruas começa em Pittsburgh, Pensilvânia. De qualquer forma, todos os veículos possuem um motorista para emergências.

Essa não é a primeira indicação de que a Toyota estaria interessada nesse setor. Em 2015, foram investidos US$ 1 bilhão no Instituto de Pesquisa de Inteligência Artificial, da Toyota. Gill Pratt, CEO do instituto, diz que a relação mais próxima com a Uber acelerará o desenvolvimento dos carros autônomos da fabricante.

Os planos da Uber indicam que, em 2021, o Sienna (minivan da Toyota) começará a ser testado nas ruas — autônomo e com design redesenhado.