De acordo com a Bloomberg, a Uber chegou hoje (21) a um acordo com um grupo de funcionárias que denunciaram a empresa na justiça por assédio no ambiente de trabalho. 56 vítimas devem receber quase US$ 34 mil cada dentro do acordo, totalizando um montante de US$ 1,9 milhão. Fora isso, mais 500 pessoas serão indenizadas em US$ 11 mil por outro processo judicial também em finalização.

Os valores foram definidos em um acordo extrajudicial que deve ser homologado por um tribunal no estado norte-americano da Califórnia nos próximos dias. Todas as acusações eram referentes a assédio e situações que geravam um ambiente de trabalho hostil, criando ambiente favorável a abusos.

Em outubro do ano passado, três funcionárias denunciaram inúmeras situações de abuso dentro dos escritórios da Uber nos EUA e, nessa oportunidade, a empresa fechou um acordo para pagar US$ 10 milhões em indenizações. O primeiro caso a se tornar público, entretanto, foi o de Susan Fowler, que desencadeou investigações e demissões de várias pessoas. Por conta desse e de vários outros escândalos, o próprio CEO da empresa, Travis Kalanick, deixou a liderança da Uber.

Depois disso, a empresa instituiu um departamento de diversidade, especialmente equipado para lidar com possíveis problemas desse tipo dentro da empresa.