A Anatel informou hoje (07) que antecipou em quase um ano o cronograma de implantação das redes móveis 4G na faixa dos 700 MHz nas capitais brasileiras. De acordo com a agência, as operadoras estão autorizadas a trabalhar em toda as sedes estaduais do país nesse faixa de frequência que é, em média, três vezes mais rápida do que as que vinham sendo utilizadas até agora.

Mesmo com essa liberação total ocorrendo só agora, a maioria das capitais e outras grandes cidades do país já tinham pelo menos uma operadora trabalhando nessa faixa de frequência mais larga. Comparado às outras duas bandas usadas no Brasil para o 4G (1.800 e 2.500 MHz), a nova faixa é mais rápida por permitir um maior tráfego de dados. Ela também tem um alcance mais abrangente em questão territorial, não requerendo tanto investimento das operadoras para disseminar o sinal 4G.

Estagnação

No momento, a evolução das redes móveis de quarta geração no Brasil se encontra em um ponto de estagnação. Enquanto quase a totalidade dos municípios do país (94,2% já possuem cobertura 4G), a gigante maioria trabalha com poucas torres, as quais operam nas frequências menos potentes (1.800 e 2.500 MHz). Isso causa pouca cobertura e baixa velocidade para uma quantidade sempre crescente de usuários.

Contudo, com o desligar da TV analógica acontecendo conforme o planejado, várias regiões do país estão sendo liberadas para a implantação do 4G em 700 MHz. As operadoras provavelmente contam com isso para fazer sua infraestrutura atual ser mais eficiente no futuro. Por isso, elas talvez estejam “poupando investimentos”.

De acordo com dados da Teleco, calcula-se que a média de velocidade do 4G hoje no Brasil esteja perto dos 12 Mbps. O mais interessante, contudo, é o contraste de medições pontuais: em grandes centros urbanos, o 4G comercial pode alcançar incríveis velocidades de forma consistente, beirando a casa dos 90 Mbps, enquanto, no interior dos estados, a conexão muitas vezes sofre para chegar a 5 Mbps dependendo da operadora.