As ofertas iniciai de moedas (ICO) são uma forma já tradicional de empresas e organizações levantarem dinheiro e colocarem as suas criptomoedas no mercado. As ICOs, porém, seguem o mesmo padrão não regulamentado do mercado de moedas virtuais e, portanto, estão sujeitas a falcatruas.

Segundo um novo estudo divulgado no último dia 11 pelo Statis Group, uma consultoria de ICOs, nada menos do que 78% de todas as ofertas iniciais de moedas realizadas em 2017 foram identificadas como golpe.

Segundo a definição da própria consultoria, ICOs fraudulentas consistem em “qualquer projeto que expressou disponibilidade de investimento via ICO (via website, ANN thread ou mídias sociais fornecendo um endereço de contribuição) e não teve intenção de completar as obrigações de desenvolvimento com investidores e/ou foi considerado um golpe pela comunidade [de criptomoedas]”.

Ainda de acordo com o estudo, 4% das ICOs falharam (levantaram fundos, mas o projeto foi abandonado e os investidores foram reembolsados), enquanto outras 3% “desapareceram” no caminho (levantaram fundos, completaram o processo, mas não foram listadas em exchanges ou receberam contribuições durante três meses no GitHub).

Nem tudo é falha

Apenas 8% das ICOs de 2017 foram totalmente bem-sucedidas, ou seja, levantaram fundos, comercializaram as moedas em uma exchange e cumpriram os pré-requisitos avaliados pela Statis (distribuição em um livro razão público ou plataforma; divulgação do cronograma do projeto; e atividade no GitHub no período de três meses).

Além delas, há ainda algumas que foram bem-sucedidas apesar de não preencherem todos os pontos avaliados como necessários pelo Statis: 3% das ICOs levaram criptomoedas ao mercado, mas falharam em cumprir um dos três pré-requisitos, e outras 4% cumpriram apenas um ou nenhum dos pré-requisitos.

O cenário pode parecer tenebroso, portanto, vale sempre o alerta de que boas avaliações na hora de investir em criptomoedas são essenciais para evitar grandes dores de cabeça e perdas consideráveis de dinheiro.