A fabricante chinesa de smartphones e outros dispositivos eletrônicos ZTE divulgou hoje (9) por meio de um comunicado o encerramento total de suas atividades semanas após proibições comerciais impostas pelo governo dos EUA. Com isso, o conteúdo do site da empresa foi removido praticamente em sua totalidade, incluindo toda a loja online da companhia. A ZTE é o quarto maior comerciante de celulares dos Estados Unidos, ocupando 9,5% do mercado.

As penalidades definidas pelo Departamento de Comércio dos EUA incluíam, além de retenções de bônus, a emissão de cartas de advertência aos envolvidos

A proibição decretada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos impedia a ZTE de adquirir softwarehardware e componentes norte-americanos, além de exportar dispositivos para outros países. Tudo isso pelo fato da empresa ter fornecido produtos e serviços para países considerados “inimigos” dos EUA, como o Irã e a Coreia do Norte. A ZTE foi forçada a pagar uma multa de US$ 1,2 bilhão, ou R$ 4,3 bilhões, demitiu quatro funcionários seniores e puniu outros 35 com restrições salariais e de bônus.

Penalidades e multas

As penalidades definidas pelo Departamento de Comércio dos EUA há algumas semanas incluíam, além de retenções de bônus, a emissão de cartas de advertência aos envolvidos. Uma proibição de sete anos para as exportações feitas pela ZTE foi suspensa até que as autoridades dos EUA determinaram que a empresa estava mentindo para eles sobre o cumprimento das penalidades. A proibição de exportação foi restabelecida no mês passado e é válida até março de 2025.

Com a produção interrompida na fábrica da ZTE em Shenzhen, na China, os funcionários têm sido convocados para sessões de treinamento em dias alternados. No resto do tempo, eles vagam pelos dormitórios da empresa sem ter muito o que fazer.

A ZTE ainda tenta negociar as proibições com o Departamento de Comércio dos EUA, mas enquanto isso vai manter as atividades encerradas. “No momento atual, a empresa mantém caixa suficiente e adere estritamente às suas obrigações comerciais sujeitas ao cumprimento das leis e regulamentos", disse a empresa no comunicado.