Alguns postos já estão recebendo combustíveis, praças vêm sendo desbloqueadas para o trânsito da maioria dos veículos e o abastecimento pode se normalizar em breve, porém, a greve dos caminhoneiros segue em seu nono dia com protestos em todo o País. E como ficam as lojas virtuais brasileiras nessa semana turbulenta? Bem, de acordo com uma pesquisa realizada pela Loja Integrada, os negócios eletrônicos tiveram bastante problemas com as entregas dos produtos.

Uma das dicas para se comunicar sobre atrasos — tanto os consumidores quanto os lojistas — é usar as redes sociais

De acordo com o levantamento, feito junto a 448 lojistas de todo o Brasil, mais de 82% das plataformas de e-commerce tiveram um impacto negativo e 71,9% afirmam que as paralisações afetaram diretamente o envio de encomendas para o consumidor final. O transporte dos fornecedores também foi comprometido e 53% dos entrevistados sofreram com atrasos; e 83% registraram queda nas vendas.

“O Brasil passa por um momento delicado e vários setores estão sendo impactados. O lojista precisa estar preparado para informar seu cliente sobre a demora, oferecer novos prazos, além de preparar o atendimento para possíveis perguntas e reclamações.  Uma boa dica é usar as redes sociais para se comunicar com seus consumidores, investir em novas formas de envio ou parcerias, além de oferecer um cupom de desconto para uma próxima compra, por exemplo, mas sem prejudicar o bem-estar financeiro da loja”, recomenda Alfredo Soares, da Loja Integrada.

greve, caminhoneirosProblemas continuam nas estradas, com falta de combustível, protestos e abastecimento

A pesquisa mostrou que 23,8% dos comerciantes virtuais tiveram cancelamento de seus pedidos e que os estados que mais impactados foram São Paulo (48,1%), Paraná (10,8%) e Minas Gerais (9,7%).

Impacto reduz previsão de crescimento

A Ebit, que examina os dados do comércio eletrônico brasileiro, reduziu de 20,7% para 13,3% a expectativa de crescimento para o setor no mês de maio, em comparação com o mesmo período do ano passado — uma queda de 7,4%. A estimativa inicial era de um faturamento de R$ 4,58 bilhões, agora reduzida para R$ 4,30 bilhões, com perda estimada de R$ 280 milhões.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) afirma que a paralisação afeta o trânsito de diversas transportadoras e que há produtos parados em diferentes localidades, em função da paralisação dos caminhoneiros.

O Conselho de Comércio Eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio - SP) representa 85% do PIB do setor nacional e projeta que cerca de 50 mil varejistas formais do e-commerce foram prejudicados diretamente, atingindo mais de 50 milhões de consumidores no Brasil.