Facebook está trabalhando no desenvolvimento de chips próprios, feitos especificamente com o objetivo de melhorar a análise de vídeos transmitidos ao vivo nas plataformas da empresa. Quem falou sobre o assunto foi Yann LeCun, chefe da divisão de inteligência artificial do Facebook, durante a conferência Viva Technology, que acontece em Paris, na França.

LeCun cita vídeos de suicídios ou assassinatos como exemplos do tipo de conteúdo que é transmitido na rede social e deveria ser retirado do ar no momento em que acontece. No entanto, utilizar sistemas baseados em computadores convencionais exigiria uma quantidade enorme de poder computacional e um alto consumo de energia, explica o especialista.

Rede social quer melhorar seus filtros para remover conteúdo impróprio no momento em que ele acontece.

“Existe um grande incentivo para desenvolver chips que sejam eficientes para isso. Várias empresas estão trabalhando nisso, inclusive o Facebook”, disse LeCun. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o Facebook está criando uma equipe para criar semicondutores e se tornar menos dependente de grandes fornecedoras como a Qualcomm e a Intel.

Isso não seria exatamente uma novidade para a companhia, que já desenvolve seus próprios chips de comunicação para data centers, placas-mãe e design de servidores. Como explica LeCun, cada vez mais smartphones estão equipados com chips poderosos, que alimentam funções como reconhecimento de voz, realidade virtual e processamento de imagem e vídeo no próprio aparelho. Essa tendência deve continuar e fazer com que mais empresas originalmente de software também se aventurem na criação de hardware.

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