De acordo com um novo relatório da Canalys, Apple e Xiaomi estão virtualmente empatadas na liderança do mercado global de eletrônicos vestíveis — o que inclui smartwatches e smartbands. A empresa norte-americana teria entregado 3,8 milhões de dispositivos apenas no primeiro trimestre de 2018, enquanto a chinesa conseguiu vender 3,7 milhões no mesmo período.

Com isso, essas duas empresas possuem 18% de participação de mercado cada, consideravelmente à frente de suas concorrentes. A Fitbit vem em terceiro com 11%, e a Garmin fica em quarto com 7%. A tendência de crescimento dessas companhias indica que a Xiaomi deve ultrapassar a Apple definitivamente nos próximos trimestres, mas é interessante destacar que a chinesa tem uma estratégia diferente, vendendo mais smartbands — que são bem baratas — do que smartwatches propriamente ditos.

apple xiaomiParticipação de mercado para eletrônicos vestíveis por empresa

A Apple, por sua vez, compete no espectro muito mais lucrativo desse mercado. De acordo com a Canalyz, a Maçã fez sucesso com sua versão LTE do Apple Watch Series 3, o qual só não vendeu mais por conta do suporte limitado que as operadoras têm oferecido ao aparelho globalmente.

Enquanto o ecossistema da Apple tem uma forte opção de relógio com conectividade LTE, a falta de um concorrente similar no Android é gritante

Com isso, a Apple domina nada menos que 59% do segmento de relógios conectados diretamente à internet por meio de redes móveis 4G. “Enquanto o ecossistema da Apple tem uma forte opção de relógio com conectividade LTE, a falta de um concorrente similar no Android é gritante. Se a Google decidir aproveitar essa oportunidade com o suposto Pixel Watch, isso poderia iniciar uma competição realmente necessária nesse espaço”, disse Jason Low, analista sênior da Canalys, no relatório.

Apesar de a Xiaomi estar praticamente destinada a liderar o mercado dos vestíveis nos próximos trimestres, talvez a maior ameaça para a Apple no segmento dos smartwatches seja de fato a Fitbit, que vem colaborando com a Google na criação da API Cloud Healthcare, que poderia conectar os aparelhos da marca a serviços de saúde. Não sabemos, contudo, se isso significa que a empresa terá parcerias mais profundas com a Google no segmento.

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