A disputa judicial entre Apple e Samsung, que começou em 2011, continua rolando até hoje e envolve uma acusação da Apple de que a Samsung teria copiado o design do iPhone para lançar a linha Galaxy de smartphones, além de ter infringido uma série de outras patentes que são propriedade da companhia americana.

Embora ainda não tenha data para terminar, esse tipo de conflito sempre acaba revelando alguns dados do funcionamento das empresas envolvidas que até então eram desconhecidos pelo público que utiliza os produtos. Isso acontece porque os advogados costumam utilizar informações internas na construção dos argumentos ou elas são reveladas durante os depoimentos de executivos.

Foi o que aconteceu no caso em questão, o qual acabou mostrando que, entre 2010 e 2012, mais de 4 milhões de celulares com problemas eram enviados anualmente para as centras de serviço da Samsung nos EUA. Além desses, cerca de 1 milhão de aparelhos chegavam com telas quebradas para que a troca do visor fosse realizada. A Samsung diz que conseguiu reduzir esses números nos últimos anos, mas optou por não revelar dados atualizados.

A empresa retirou orçamento de publicidade que era enviado para as operadoras e resolveu investir na própria comunicação.

O contrato da fabricante de eletrônicos com as operadoras de telefonia dos EUA também foi alvo de discussão. De acordo com Drew Blackard, um dos diretores de marketing da Samsung no país, a empresa retirou orçamento de publicidade que era enviado para as operadoras e resolveu investir na própria comunicação a partir de 2010, quando lançou o primeiro modelo da linha Galaxy S.

Essa mudança resultou em um aumento dos gastos em marketing de US$ 25 milhões para mais de US$ 150 milhões em apenas um ano. O objetivo da Samsung ao revelar esses detalhes é mostrar que existem diversos fatores responsáveis pela popularidade dos celulares da companhia, não apenas o design, o que poderia diminuir o valor da multa final que ela terá que pagar à Apple.

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