Peter Fernandez não é mais o CEO da 99, segundo comunicado oficial da empresa divulgado nesta segunda-feira (23).  A companhia brasileira de transporte individual agora será liderada por Tony Qiu, que veio direto da Didi, o conglomerado chinês que comprou a 99 em janeiro deste ano. Fernandez continua na 99, mas como consultor estratégico, cargo similar ao que ocupava antes de se tornar o CEO.

A 99 vive um momento extraordinário para o crescimento futuro

Qiu, por sua vez, comandava toda as operações de desenvolvimento internacional da Didi e, agora, se preocupará exclusivamente com o mercado brasileiro. O novo CEO também teve passagens por Bain Capital, Morgan Stanley e JP Morgan. Em um comunicado oficial da 99, Qiu disse que “a 99 vive um momento extraordinário para o crescimento futuro".

Não há, contudo, qualquer esclarecimento sobre o motivo da troca de CEO. Não sabemos se essa ação tem a ver com alguma estratégia internacional da Didi ou se a chinesa não estava satisfeita com a forma como Fernandez estava levando a 99 por aqui. De qualquer maneira, Qiu terá logo de cara alguns problemas para resolver.

O app da 99, por exemplo, é considerado tecnicamente inferior ao da sua maior concorrente, a Uber, tendo apresentado dificuldades na hora de localizar passageiros, bem como trazendo alguns problemas de privacidade, como destacou a Gazeta do Povo em fevereiro. O atual app da 99 foi lançado em janeiro deste ano, tendo sido desenvolvido em conjunto com engenheiros da 99 e da Didi.

Expansão mundial

É interessante destacar ainda que a Didi está fazendo sua primeira investida internacional, fora da China, com sua própria marca, começando do zero no mercado mexicano. Até então, a estratégia da Didi tem sido comprar empresas rivais da Uber já estabelecidas em várias partes do mundo e trabalhar junto com elas. Apesar disso, de acordo com o Recode, a operação no México será em grande parte controlada pela equipe brasileira, da 99.

didiAbrangência internacional da Didi

Além da 99 no Brasil, a chinesa Didi controla o Lyft nos EUA, o Taxify no leste europeu, o Careem no Oriente Médio, o Ola na Índia e o Grab na Indonésia, entre vários outros serviços menores em países da África, da Europa e da Ásia.

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