Chame de notch, entalhe, franja ou como quiser. O fato é que esse recuo na tela, que nasceu no Essential Phone, foi redesenhado no iPhone X e vai aparecer em toneladas de Android, chegou pra ficar.

Só que muita gente não gostou da novidade, e a gente entende: várias tecnologias que surgiram nos últimos anos foram mal aceitas por boa parte do público. A seguir, você conhece algumas delas.

1) Fim do teclado físico em celulares

Um celular.

Até hoje, tem gente com saudades dos bons e velhos BlackBerry ou de modelos como o Motorola Milestone. Teclados físicos deslizáveis ou no corpo principal do aparelho mesmo foram muito úteis pro mercado corporativo ou pra quem gostava de digitar em algo parecido com um teclado de PC. Hoje pode parecer estranho, mas muita gente não curtiu smartphones com teclado só virtual, especialmente os com resposta ruim e teclas pequenas, e sente saudades dos modelos antigos.

2) Fim do P2 em celulares

Os smartphones e até notebooks precisam ficar mais e mais finos, e todos os outros componentes acabam mudando de forma ou até são sacrificados pra que isso aconteça. Um exemplo disso é a entrada P2, aquela clássica pra fones de ouvido no formato circular de 3,5 milímetros.

A parte de baixo de um celular

Vários aparelhos top de linha eliminaram isso por questão de espaço, preferindo um conector USB-C. A solução? Comprar um acessório com conector, usar fones sem fio por bluetooth ou, se você não curtir mesmo essas soluções, adquriri um top de que não tenha eliminado a entrada.

3) O adeus ao menu iniciar

O botão com menu Iniciar era um dos maiores sucessos da Microsoft desde o Windows 95, mas a empresa achava que as telas sensíveis ao toque iriam dominar o mundo. Aí ela fez o que? Tirou o botão e o menu, substituindo por uma tela inteira com ícones e atalhos. Boa parte do público odiou e protestou, até porque os tablets com Windows e notebooks com touchscreen não ficaram tão populares quanto desktops e notebooks tradicionais.

A tela Iniciar do Windows 8.

No Windows 8.1, ele voltou de uma forma diferenciada, mas ainda não era a mesma coisa. O retorno triunfal foi só no Windows 10.

4) Redes sociais com algoritmo não-cronológico

Você gosta de escolher o próprio conteúdo que vai consumir ou prefere deixar que façam isso por você? As redes sociais no começo da internet eram todas iguais, com postagens em ordem cronológica, ou seja, as mais atuais aparecem em cima. Só que de uns tempos pra cá, Twitter, Instagram e Facebook começaram a reduzir ou abandonar completamente essa timeline pra colocar uma ordem que eles acreditam ser melhor pra você.

Duas capturas de tela.

Aí, elas dão preferência pros posts dos seus amigos com mais interações ou até os que receberam curtidas de outras pessoas que você nunca viu antes. Em alguns casos, dá pra desabilitar esse recurso e voltar pra organização normal. Em outros, tem que conviver com essa zona nas publicações.

5) QR Codes

Uma pessoa tirando uma foto.

Os QR Codes, ou Quick Response Code, são aqueles códigos de barras quadrados que são lidos pra executarem uma determinada ação. Em alguns casos, eles são extremamente úteis, tipo visitas em museus ou login em serviços usando o celular. Só que a introdução deles também gerou uma onda de QR Codes inúteis, que só levam você a um site que podia ser acessado mais rápido de forma manual, sem contar que nem todo mundo aprendeu a usar tecnologia. Ou seja, o problema aqui é a má aplicação, não a má tecnologia.

6) Fim do rádio nos celulares

Desde lá por 2015, a grande maioria dos smartphones das fabricantes de renome trazia nos seus componentes um chip capaz de transmitir para você as rádios FM. Só que boa parte dessas empresas desabilitava essa função, e isso deixou boa parte do público furiosa. Pra você ter uma ideia da vontade do público, em novembro de 2017, a obrigatoriedade de fornecer o radio em celulares vendidos no brasil virou até um projeto de lei.

Um celular na horizontal.

Reza a lenda que o rádio fm saiu de vários modelos pra que os usuários prefiram streaming de música, vídeo ou podcast e consumam mais dados móveis. Em alguns casos, bastam baixar um app pra transmitir.

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