Seguindo na proposta de reduzir ao máximo a sua pegada de carbono, a Google anunciou hoje (4) que se tornou capaz de compensar com energias renováveis 100% da energia consumida em seus escritórios e data centers. A gigante da web afirma ter fechado acordos para adquirir 3 gigawatts (GW) de fazendas de energia eólica e solar espalhadas pelo mundo.

O anúncio de hoje é a sequência de um longo projeto iniciado pela empresa ainda em 2007, quando a Google se comprometeu a neutralizar as suas emissões de carbono. Parte desse programa envolveu, por exemplo, a aquisição de um quilowatt-hora de energia renovável (solar ou eólica) a cada quilowatt-hora consumido pela companhia.

Apesar de tantas iniciativas, porém, a Google recebeu classificação D+ no Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace — segundo a organização ambiental, a Google não era transparente o suficiente quanto às  emissões de carbono em toda a sua cadeia produtiva. Por outro lado, entretanto, a Google levou nota A do Greenpeace em relação aos esforços rumo à sustentabilidade.

GoogleGoogle fechou acordo para a compra de 3 GW de energia sólar e eólica.

Atualmente, a Google publica um relatório ambiental e também mantém um monitor online no qual trata exatamente dos seus esforços ambientais. A empresa garante ainda manter um esforço contínuo pela ampliação das aquisições de energia renovável para dar suporte à expansão dos seus negócios em várias partes do mundo.

Vale lembrar que o anúncio de hoje não significa que a empresa utiliza, de fato, apenas energia renovável, mas que ela é capaz de "compensar" o seu consumo de energia suja financiando a produção da mesma quantidade em energia limpa em todo o planeta. A ideia, porém, é alcançar um futuro totalmente sustentável.

“Queremos chegar a um ponto no qual energias renováveis e outras fontes de energia livres de carbono movam, de fato, as nossas operações a cada hora do dia”, escreveu o vice-presidente sênior de infraestrutura técnica da Google Urs Hölzle. “Isso demandará uma combinação de tecnologia, diretrizes e novas estruturas, mas estamos empolgados com o desafio”, relata.

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