Lançada no início deste ano, a criptomoeda venezuelana conhecida como “Petro” foi desenvolvida pelo país vizinho com a intenção de substituir a moeda local por algo que tivesse um valor mais estável. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a afirmar que o Petro é garantido ou lastreado pelas reservas de petróleo que o país possui, mas parece que os EUA não ficaram muito contentes com a novidade. O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou hoje (19) uma nova sanção proibindo o uso do Petro em transações financeiras dentro dos EUA.

Trump também bloqueou todas as transações de compra do Petro feitas nos EUA desde 09 de janeiro. Junto com essa sanção, o presidente norte-americano ainda assinou algumas outras medidas para pressionar o governo venezuelano, que luta contra uma crise econômica sem precedentes, além calamidades públicas relacionadas à falta de alimento, de medicamentos, entre outras.

Maduro afirmou que seu governo já havia arrecadado mais de US$ 5 bilhões em 186 mil transações do Petro no mundo todo

Segundo informações da McClatchy, que consultou especialistas de mercado sobre o Petro, apesar de o governo da Venezuela afirmar que a criptomoeda é garantida por reservas de petróleo, os termos de uso não especificam essa garantia em momento algum. Dessa forma, a moeda estaria sendo considerada apenas uma forma criativa de tentar criar dinheiro do nada a fim de desviar sanções norte-americanas e europeias.

Na semana passada, Maduro afirmou que seu governo já havia arrecadado mais de US$ 5 bilhões em 186 mil transações do Petro no mundo todo. Um instituto de pesquisa chamado Brookings ainda afirmou que boa parte desse dinheiro é referente à pré-venda da criptomoeda no exterior, ou seja, fora da Venezuela.

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