Durante uma conferência de investidores na Califórnia realizada na última quarta-feira (14), Bill Zerella, diretor financeiro da Fitbit, disse que o Apple Watch não é um produto capaz de empolgar os usuários. “Ainda não encontrei qualquer pessoa que tem um Apple Watch e está apaixonada pelo produto”, disse.

Se você não tem um smartphone da Apple, você não vai comprar um Apple Watch

Ele ainda criticou o fato de o Apple Watch ser, essencialmente, um produto de nicho, inacessível para a maioria dos usuários de smartphones no mundo. “Se você não tem um smartphone da Apple, você não vai comprar um Apple Watch […] sendo que 80% do mundo está no Android, não no iOS”, explicou.

As constatações de Zerella podem ser compreensíveis, uma vez que os usuários do iOS não conseguem encontrar opções mais integradas aos seus smartphones do que os Apple Watch. Mas é interessante notar que, ao passo que o aparelho da Maçã pode ser considerado nicho, ele aparamente está indo muito bem no mercado. Segundo dados do IDC, as vendas dos smartwatches da Apple subiram 57% no último trimestre de 2017, sendo que 8 milhões de unidades chegaram às prateleiras só nesse período.

Por outro lado, as vendas da Fitbit caíram 17% nesses mesmos três meses, marcando 5,4 milhões de unidades, o que ainda é uma quantidade impressionante para um mercado tão pequeno em escala global. A Fitbit tem muitos planos para se tornar maior que a Apple nesse segmento dos smartwatches, mas a empresa não parece estar muito perto de alcançar esse objetivo. Desde que abriu seu capital em 2015, as ações da empresa derreteram 75%. Em 2017, a companhia registrou prejuízo de US$ 277 milhões.

Se houvesse outro sistema vantajoso por aí, nós usaríamos, mas não há essa opção

A Fitbit, que estava apenas no campo dos fitness trackers até recentemente, lançou em outubro passado o seu primeiro smartwatch de verdade, o Ionic, que custa US$ 299 (R$ 980) nos EUA. Em seguida, a companhia começou a vender o Versa, um tanto mais barato. Há também planos para comercializar um relógio ainda mais em conta, sendo que todos os seus modelos rodam o Fitbit OS e não o Android Wear ou Wear OS da Google. “Já temos mais de mil desenvolvedores trabalhando em apps para o Fitbit OS”, comentou Zerella. “Se houvesse outro sistema vantajoso por aí, nós usaríamos, mas não há essa opção”, completou.

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