A Comissão de Serviços Públicos do Estado de Nova York (PSC) emitiu decisão favorável às companhias de energia da região. Elas poderão cobrar taxas mais caras de pessoas ou empresas que mineram criptomoedas como o Bitcoin no estado americano de Nova York. O parecer foi dado nesta quinta-feira (15).

Em sua justificativa, a comissão diz que a mudança foi necessária para impedir que moradores e pequenos empresários acabassem pagando a conta de empresas que utilizam muitos computadores dedicados somente à mineração de criptomoedas.

Algumas companhias do tipo estavam se mudando para áreas onde a energia é mais barata e aumentando a demanda no local. Isso poderia acabar obrigando os fornecedores de energia a subir os preços para compensar a alta procura. Com a nova regra, isso não será mais possível.

Uma empresa chegou a ser responsável por 33% de toda a eletricidade utilizada na vila de Akron.

Pequenas comunidades do estado americano de Nova York já estavam sendo afetadas por casos assim. Na cidade de Plattsburgh, por exemplo, agentes do órgão regulador disseram ter notado um aumento de US$ 10 por mês nas contas de luz depois que duas empresas que mineram criptomoedas mudaram para a região. Já na vila de Akron, que tem menos de 3 mil habitantes, uma empresa chegou a ser responsável por 33% de toda a eletricidade utilizada em um mês.

A mineração de criptomoedas não é o único negócio que precisa de muita energia, mas a PSC afirmou que precisava criar regras diferentes para esse tipo de atividade, já que ela não traz nenhum benefício para os moradores da região. Com as novas regras, as autoridades locais poderão aumentar as taxas de quem tiver uma demanda maior que 300kW ou cuja demanda seja maior que 250kWh por pé quadrado por ano.