Um dia após o presidente dos Estados Unidos Donald Trump vetar a compra da americana Qualcomm pela Broadcom, a companhia sediada em Singapura anunciou oficialmente que desistiu de tentar prosseguir com as negociações. Caso acontecesse, essa seria a maior compra da história entre empresas de tecnologia, com a última oferta feita pela Broadcom chegando a U$ 121 milhões.

Em um anúncio, a Broadcom disse que vai cumprir o veto presidencial, apesar de estar desapontada com esse desfecho. A companhia vinha lançando ofertas de compra há meses, que eram prontamente recusadas pela Qualcomm. Apesar disso, ela vinha buscando o apoio de investidores para tentar avançar nas negociações.

A Broadcom anunciou oficialmente que desistiu de tentar prosseguir com as negociações.

O veto do presidente americano foi baseado em uma investigação do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos, que recomendou barrar a compra, citando ameaças à segurança nacional do país como justificativa. O medo é que, com a transação, os americanos perdessem espaço no desenvolvimento de semicondutores, deixando o campo aberto para um possível domínio da China.

A Broadcom chegou a dizer que discordava veementemente de que a compra causaria qualquer problema à segurança dos Estados Unidos. Mesmo assim, ela acabou desistindo de prosseguir com a operação. No meio de toda essa discussão, a Intel chegou a demonstrar interesse na compra da Broadcom, embora as chances de isso acontecer sejam pequenas agora que a transação inicial foi cancelada.

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