Amazon está conversando com fabricantes de eletrônicos e outros produtos para começar a trabalhar com a venda direta de mercadorias no Brasil. As informações são da agência de notícias Reuters, que falou com duas fontes anônimas presentes no encontro. Elas pediram para não ter a identidade revelada porque as negociações ainda estão em andamento.

Seria uma evolução natural para a operação da empresa americana no mercado brasileiro. A Amazon chegou por aqui em 2012, oferecendo somente livros físicos e e-books. No final do ano passado, ela começou a vender diversos tipos de produtos — como eletrônicos e itens para casa e cozinha — mas tudo no modelo de marketplace, trabalhando apenas com artigos de outros lojistas.

No entanto, há planos para que isso mude, de acordo com as fontes. Elas afirmaram que várias fabricantes foram convidadas para uma série de reuniões entre os dias 26 de fevereiro e 2 de março no hotel Blue Tree Morumbi, em São Paulo. Lá, as empresas foram chamadas para se cadastrar no sistema de venda direta da Amazon até o dia 9 de março.

A companhia pretende ainda usar serviços próprios de transporte e atendimento ao cliente.

Uma das fontes confirmou que a empresa pretende comprar os itens diretamente das fabricantes para revender. Ela disse ainda que a gerente sênior de vendas da Amazon no Brasil, Ticiana Mártyres, estava presente no local. A companhia pretende ainda usar serviços de transporte e atendimento ao cliente próprios.

Os produtos comprados para a venda direta serão armazenadas em algum lugar na região metropolitana de São Paulo. Em fevereiro, a Amazon iniciou a mudança de sua operação logística para o município paulista de Cajamar, a 50 quilômetros da capital do estado.

A empresa foi procurada pela Reuters e respondeu que “não especula sobre planos futuros”, afirmando realizar centenas de reuniões com potenciais vendedores e fornecedores sobre seus negócios no Brasil.