Chegam às lojas já neste ano as primeiras peças sustentáveis de LEGO, desenvolvidas a partir de uma matéria-prima ecologicamente correta e bastante familiar: a cana-de-açúcar brasileira.

Em comunicado, a fabricante dinamarquesa divulgou que o polietileno de origem vegetal, base do novo conjunto de peças, representará em breve algo em torno de 2% do total de itens produzidos – um primeiro passo tímido, mas importante para o programa de sustentabilidade da marca.

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As primeiras peças feitas a partir do “plástico verde”, cuja matéria-prima tem sido adquirida no Brasil, serão justamente aquelas relacionadas à temática botânica: plantas, folhas, troncos e arbustos. A iniciativa é parte do programa de sustentabilidade da LEGO, que estabeleceu a meta de lixo zero até 2030, ano em que boa parte da produção deve ter como base o plástico sustentável.

O polietileno das peças ecológicas da LEGO é obtido a partir do etanol, que tem origem na cana-de-açúcar. A empresa garante que as plantações também são sustentáveis e que todo o processo respeita rigorosos padrões de manutenção do meio ambiente.

Sustentável, mas sem diferenças perceptíveis

De acordo com a LEGO, as peças feitas a partir da cana-de-açúcar devem apresentar as mesmas características físicas (cor e textura) das peças comuns, cuja matéria-prima é derivada do petróleo.

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“Vamos seguir garantindo que duas peças de LEGO fabricadas em décadas distintas continuem podendo se encaixar”, diz o comunicado. É a primeira mudança significativa na composição de peças feita pela LEGO em quase sete décadas de produção, mas uma mudança positiva: o uso de polietileno de origem vegetal pode reduzir a pegada ecológica de um produto em cerca de 70%.

Anteriormente, a LEGO já havia repensado o volume de papelão usado nas embalagens com o intuito de diminuir o desperdício de material e facilitar o transporte e a distribuição dos brinquedos, demandando o consumo de menos combustível.