Quem acompanha cases de empreendedorismo já sabe quem é o Caito Maia, fundador da marca Chilli Beans. Mesmo assim, não deixa de soar curiosa a participação do quase cinquentão na Campus Party. Nessa quarta ele foi literalmente para o meio da molecada em sua palestra.Em um bate-papo com o The BRIEF antes de subir ao palco principal da Campus, Caito Maia mandou “a real” sobre, tecnologia, inovação e a batalha de fazer seu negócio dar certo.

Tecnologia, inovação e… Óculos?

Acho que a tecnologia não é só uma coisa só hardware, a tecnologia é um corpo humano que constantemente está se movendo. A gente tem tecnologia, um sistema de ponta de estilo de loja, de adaptação para as lojas a cada nova coleção, que é muito legal. Fato é que [a Chilli Beans] é uma empresa radical, é aberta, é mutante. Toda hora aberta às oportunidades porque o mundo continua acontecendo, entendeu? A tecnologia não é só exercitada por máquinas. Tá na cabeça do empreendedor para ele trazer para o negócio dele.

Inspiração para startups

É um orgulho muito grande, sinto esse carinho. O maior prazer que eu tenho é ver essa molecada dizer “poxa, que legal, te admiro”. Eu tô incentivando eles a crescer. Isso para mim é muito legal. É um presente de Deus que eu tenho.

A gente está num país meio esquisito, porque muitas vezes é uma bunda que é uma celebridade. E essa celebridade, esse exemplo, muitas vezes não tem nada de conteúdo. Então, ter um conteúdo que você possa incentivar a nova geração é uma das coisas mais legais do mundo.

Tem receita para o sucesso?

A dica é simples: arroz, feijão, pimenta e amor. O arroz e feijão é construir uma base sólida, faça um exercício de mercado, tenha um produto, um mercado, que a conta feche.Pimenta é, pelo amor de Deus, não copia. Caralho, você tem a informação que você quiser, faz o que você quiser. Põe uma pimentinha. Olha uma coisa legal e fala é exatamente assim que eu não vou fazer, vou fazer diferente. E amor porque se você num tiver amor pelo que você faz a coisa não rola.

Tatuagem, cruzeiro e criatividade

Já no palco, o empreendedor contou parte da sua trajetória e como virou o segundo maior vendedor de óculos da Barbie do mundo. Ah, teve história também sobre o cruzeiro que a Chili Beans promove e como exercita sua marca por meio dos licenciamentos, dentre outras “loucuras”.

Há dez anos, a gente percebeu que se continuasse vendendo só óculos escuros, a gente ia morrer.

“Nós somos a única marca brasileira que as pessoas tatuam. Eu tenho umas 300 fotos de tatuagens no meu celular. Alguém ja viu uma tatuagem do posto Ipiranga?“, brincou Maia.

Com jeitão descontraído, Caito ainda explicou que não manda mais seus criativos para captarem as tendências de óculos em Paris ou Milão. O motivo: o mercado não precisa de mais do mesmo. “É importante buscar criatividade em outros lugares, assim a gente encontrar portas interessantes”, explica.

Ao final da entrevista...

Pedi para tirar uma foto para ilustrar a matéria. Caito fez pose de astro do rock. O seguinte diálogo se desenrolou:

Repórter: Caito, pode colocar os óculos para eu tirar uma foto?

Ele: Claro. Afinal de contas, o que é que eu vendo, né?

Antes e depois

“Põe uma pimentinha”, a dica do fundador da Chilli Beans para os negócios via The Brief