Uma fábrica da LG na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, demitiu na última terça-feira (23) 55 funcionários coletivamente. A meta inicial da companhia era dispensar 143 pessoas nessa mesma leva, mas, em negociação com o Sindicado dos Metalúrgicos da região, resolveu ajustar o número para menos da metade.

A empresa alega que o corte foi feito para ajustar a produção de celulares no Brasil de acordo com a nova demanda

De acordo com o sindicato, a maioria dos trabalhadores demitidos era do setor de celulares e smartphones da LG. A mesma fábrica ainda produz monitores e máquinas de lavar, empregando cerca de 1,5 mil pessoas no total. A empresa alega que o corte foi feito para ajustar a produção de celulares no Brasil de acordo com a nova demanda.

Em nova negociação com o sindicado realizada hoje (24), a fábrica da LG concordou em oferecer um período de dois meses de estabilidade para quem ainda continua trabalhando na planta. Depois disso, existe a possibilidade de mais cortes, mas é possível que a empresa volte atrás devido à sazonalidade do mercado.

A estabilidade assegurada acaba no fim de março, mas aí já entra em meses mais tranquilos e com maior demanda

“Houve uma queda nas vendas no começo do ano, mas abril e maio são meses que fortalecem o setor de celular da LG. A estabilidade assegurada acaba no fim de março, mas aí já entra em meses mais tranquilos e com maior demanda", esclareceu Claudio Batista, presidente do sindicato, ao G1.

Globalmente, a LG vem sofrendo no mercado mobile. A empresa vem registrando prejuízo há vários trimestres fiscais, o que tem forçado a marca a tentar se transformar. O LG G7, por exemplo, que deveria ser anunciado durante a MWC 2018, foi “cancelado”, tendo o CEO da companhia ordenado no início deste mês que o projeto do aparelho recomeçasse do zero. A LG também já afirmou que não pretende mais seguir o calendário de lançamentos anual para seus smartphones, o que pode ser o reflexo de uma perda de fôlego global nas vendas.

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