2018 tem tudo para ser o ano do Spotify. Após anunciar um IPO nada convencional, a empresa volta a ser notícia por motivos de: vai começar a transmitir notícias. Estamos falando de notícias para valer: não só sobre entretenimento ou a indústria da música, mas cobertura política e de acontecimentos globais também.

A companhia de streaming fez uma parceria com oito produtores de conteúdo para sua nova iniciativa, chamada Spotlight (que nome, senhores). Um deles, por exemplo, é o Buzzfeed, que irá apresentar um noticiário diário com duração de quatro a sete minutos.

De olho nas rádios?

Com mais de 70 milhões de usuários no mundo que pagam para ouvir suas músicas na plataforma, você pode perguntar: por quê? Bem, primeiro porque a empresa ainda não é lucrativa, por conta dos altos custos que tem de desembolsar em direitos autorais para os artistas.

Depois, porque faz todo o sentido querer capturar um teco dos US$ 18 bilhões que são colocados por ano em anúncios para as rádios. Dois fatores que significam: grana num momento em que a empresa se prepara para sua excêntrica abertura de capital na NYSE.

A preocupação com o novo rival das notícias não vai deixar apenas os produtores de rádio (e o Apple Music) sem dormir. O YouTube também já deve ir preparando a melatonina, já que o objetivo do Spotfy é expandir a iniciativa para "algo que os usuários também possam ver", nas palavras de Courtney Holt, ex-Disney e agora head de conteúdo na companhia de streaming.

A ideia é abusar de vídeos e outros elementos visuais, como infográficos #gostamos, que serão exibidos para explicar a notícia.

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Show me the money! Spotify mira novas formas de receita antes do IPO via The Brief