O bitcoin é a criptomoeda mais conhecida e valorizada do mundo, mas a instabilidade também está entre as suas características mais críticas. E isso ficou evidente mais uma vez nesta semana: em menos de 24 horas, ela desvalorizou mais de 15%, indo de US$ 12.328,27 às 9h de ontem (16) para US$ 10.269,20 às 8h de hoje (cotação da CoinDesk).

Por volta das 20h (sempre no horário de Brasília), o bitcoin chegou a ser cotado em US$ 10 mil, algo surpreendente para uma moeda que em 16 de dezembro, seja, há exatamente um mês, atingiu o seu recorde máximo até agora: US$ 19.343,04 mil (desvalorização de 48% no período). Outros sites, como o Coinbase e o Bittrex, chegaram a listar a moeda abaixo dos US$ 10 mil —US$ 9.969,01 e de US$ 9.450, respectivamente.

A desvalorização é mais chamativa no bitcoin, mas ela é reflexo de uma queda geral em todo o universo das criptomoedas. Segundo o site Coin MarketCap, a Ethereum, segunda moeda mais valorizada, caiu 15,53%, enquanto a Ripple, a terceira do ranking, teve uma variação negativa de 22,57% — tudo isso nas últimas 24 horas.

BitcoinBitcoin e todo o mercado de criptomoedas desvalorizou de forma significativa nas últimas 24 horas.

O motivo para tudo isso provavelmente vem do cerco se fechando em torno das moedas virtuais em vários países, como os pedidos de uma regulamentação global vindo da Alemanha e também leis ainda mais rígidas contra elas na Coreia do Sul, que pretende processar investidores que se recusarem a converter as criptomoeda para moedas de verdade.

Nos Estados Unidos, a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos já está com o sinal de alerta ligado sobre as criptomoeda. Segundo uma reportagem da CNBC, a agência “expressa preocupação quanto à liquidez e à valorização” de futuros contratos feitos em moedas virtuais. Essa sinalização para uma possível regulamentação nos EUA também causou impacto no mercado geral das moedas virtuais.

Será este o momento para continuar investindo ou para começar a se desfazer das criptomoedas?