Carros autônomos são uma tendência promissora para os próximos anos - e muitas empresas já estão realizando o máximo de pesquisa e aprimoramento que conseguem para poder sair à frente da concorrência. A Apple, claro, não poderia ficar de fora e logo anunciou o desenvolvimento de tecnologias com esse foco - mas até o momento, a empresa guardava a sete chaves o que estava criando, de fato.

Até agora, o que tínhamos de concreto, oficialmente divulgado pela empresa, era o fato de que a Apple estava trabalhando em sistemas autônomos, que era “provavelmente o projeto mais difícil de IA no qual já trabalhamos”, e que “é uma tecnologia core que vemos como algo muito importante”, como afirmou o próprio CEO da empresa, Tim Cook, em uma entrevista dada em junho à Bloomberg. E foi basicamente isso.

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Nesta semana, no entanto, o diretor de pesquisas em inteligência artificial da empresa, Ruslan Salakhutdinov, afirmou que eles têm tido uma evolução interessante nesse sentido e anunciou novidades. A começar por um sistema de câmeras de bordo que tem como objetivo identificar objetos de forma precisa - mesmo em situações não muito boas, como em dias de chuva, quando gotas podem eventualmente cobrir as lentes.

As câmeras foram configuradas de tal forma que conseguem, inclusive, identificar se um pedestre está prestes a atravessar a rua, mesmo se ele estiver escondido atrás de um carro estacionado, por exemplo.

Além desse recurso, a Apple também acrescentou um sistema que visa dar direcionamento ao carro em situações de emergência. Para isso, sensores criam um tipo de mapa 3D detalhado, com informações simultâneas que dá ao carro a possibilidade de decidir com mais assertividade caso tenha que, digamos, evitar um atropelamento.

Apesar das novidades, o que ainda não foi divulgado foi o modo como a empresa irá comercializar essa inteligência (se é que ela vai mesmo vendê-la).

É possível também que a Apple tenha mudado um pouco sua política de manter o projeto de pesquisa em sigilo porque, na verdade, não é fácil atrair talentos de ponta quando as pessoas sequer sabem exatamente com o que irão trabalhar. Agora, tendo liberado algumas poucas informações sobre a evolução do projeto, pode ser que a companhia chame mais a atenção de acadêmicos - e ganhe vantagem frente à concorrência.

Corrida pelo primeiro lugar

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Falando em concorrência, a tecnologia de carro autonomo já há algum tempo faz parte de projetos de diversas companhias. Dentre as que já anunciaram carros autodirigíveis estão o Google, a Tesla, a Volkswagen (com o Sedric), a Hyundai (com seu Ioniq, da foto), só para citar algumas.

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Até o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) entrou na dança, com o seu spin-off nuTonomy que, além de desenvolver tecnologia para carros atutônomos, a startup também trabalha na criação de robôs autônomos. Em agosto do ano passado, inclusive, a empresa lançou seu serviço de táxi-robô em um projeto piloto testado em Cingapura. A empresa, que foi adquirida recentemente pela Delphi Automotive, também já fechou parcerias com a Grab (rival asiática da Uber), e com a Lyft (para o serviço de táxi-robô testado em Boston no início deste mês).

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