A Broadcom já havia sinalizado com a possibilidade de realizar uma grande oferta pela rival Qualcomm e isso se concretizou na manhã desta segunda-feira (06): a fabricante de chips propõe a compra das ações pela cota de US$ 70 ( cerca de R$ 230) e um total de US$ 103 bilhões (quase R$ 339 bilhões), o que pode fazer da fusão uma das maiores companhias de tecnologia do planeta.

A Broadcom, que não é muito popular porque trabalha em ambientes corporativos e fornece componentes para grandes grupos, estaria de olho no momento delicado pelo qual a rival passa. A Qualcomm sofreu um baque pesado com recente multa de US$ 773 milhões (R$ 2,5 bilhões) por monopólio em Taiwan e perdas em batalhas judiciais contra a Apple.

Aliás, a própria proximidade da Broadcom com a Apple poderia ser um dos fatores levados para a mesa de negociações da Qualcomm, que já manifestou interesse em recusar a proposta, ainda em estágio inicial, segundo o Bloomberg. Caso se concretize, a fusão criará uma gigante com especialidade em chips mobile (a exemplo dos que estão no iPhone X) e telecomunicações com o domínio em redes de comunicação móveis LTE e 5G — com grande potencial de se tornar a linha de frente na implementação da Internet das Coisas.

Independente da decisão da Qualcomm, o processo ainda precisa passar por análise das agências regulatórias. Por enquanto, nenhuma das duas comenta o assunto.

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