Um tribunal local na Coreia do Sul inocentou a Samsung no último dia 09 de agosto no caso em que a fabricante era acusada de ter causado inconveniências inaceitáveis durante o processo de recall do Galaxy Note 7. Cerca de 1,9 mil ex-donos do dispositivo em questão estavam em uma ação conjunta liderada por um escritório de advocacia de Seul que, recentemente, confirmou que vai apelar da decisão.

De acordo com a lei sul-coreana, a parte perdedora precisa registrar seu pedido em até duas semanas após a divulgação da sentença e, em seguida, o processo será reavaliado e, quem sabe, voltar a julgamento por um tribunal superior.

Nenhuma dessas pessoas foi vítima de queimaduras ou perdeu seus smartphones para a combustão instantânea

Não há uma confirmação concreta desse registro no momento, mas, inicialmente, a acusação pedia uma indenização de 935 milhões de won, o equivalente a R$ 2,6 milhões. O valor seria dividido entre os usuários supostamente lesados. É importante ressaltar que nenhuma dessas pessoas foi vítima de queimaduras ou perdeu seus smartphones para a combustão instantânea que afligiu o dispositivo em questão em centenas de ocasiões.

O tribunal que julgou em primeira instância, entretanto, decidiu que o pedido era improcedente e que a Samsung não causou inconveniências inaceitáveis no processo de recall. Até abril deste ano, a empresa estava com postos de troca para o Note 7 abertos e reembolsou completamente os compradores do produto ou deu outros smartphones como compensação. No fim do processo de recall, a Samsung praticamente implorava para que as pessoas que ainda tinham o celular fossem devolvê-lo.

O recall

O Galaxy Note 7 começou a ser vendido no mercado internacional em 19 de agosto do ano passado. Depois de relatos iniciais do celular pegando fogo espontaneamente, a empresa fez um primeiro recall para trocar baterias supostamente defeituosas. Contudo, isso não resolveu a situação, e o celular teve que ser descontinuado e recolhido completamente do mercado em outubro.

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