Da próxima vez que você for procurar um emprego, você deve procurar empresas que adotam políticas inovadoras e (um pouco) mais humanas de pagamento de funcionários, como é o caso da Uber: a plataforma de caronas pagas resolveu que vai pagar homens e mulheres de forma igualitária – e, sim, leve o tempo que precisar para digerir essa informação.

De acordo com o site The Information, a companhia vai fazer uma série de aumentos nos salários de grande parte de seus funcionários em uma iniciativa para equalizar os pagamentos já no primeiro dia de agosto. Serão considerados fatores como nível, função e localização. A ideia não simplesmente diminuir a diferença nos salários de homens e mulheres, mas também para os colaboradores que fazem parte de minorias.

Ainda assim – e o que é meio assustador –, a Uber é uma das primeiras companhias a anunciar um movimento do tipo depois de um período turbulento no Vale do Silício, depois que a região foi colocada em um verdadeiro furacão em função da forma como as empresas de tecnologia situadas por lá tratam suas colaboradoras – sob alegações de disparidade de salário entre gêneros e também em relação às minorias nas grandes empresas.

Isso chamou a atenção de órgãos reguladores e, mais importante ainda, dos investidores dessas empresas. No caso da Uber, a iniciativa vem depois de um episódio envolvendo o ex-CEO Travis Kalanick, que foi acusado por uma ex-funcionária não apenas por tê-la assediado sexualmente, mas também por práticas não profissionais e sexismo.

Depois de uma investigação interna, o conselho da companhia votou por uma mudança na liderança sênior da empresa – e Kalanick deixou de ser o CEO da Uber. Agora, a companhia quer aumentar os salários dos funcionários que recebem abaixo da média e quer aumentar em 10% os pagamentos de todos os colaboradores em funções técnicas – além de aumentos de 2,5% para todos os funcionários a cada ano de serviço.

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