(Fonte da imagem: Reprodução/Layer)

Você provavelmente nunca ouviu falar de Jeremie Miller, mas a importância dele para a sua vida virtual hoje é imensurável: ele é um dos responsáveis por inventar a linguagem em comum usada por mensageiros de várias épocas diferentes, como o ICQ, o Yahoo! Messenger, o AOL Instant Messenger e, em uma versão personalizada, o WhatsApp. Agora, o programador está envolvido em outro projeto que pode novamente revolucionar o bate-papo pela rede.

Miller é o mais novo funcionário da Layer, uma pequena empresa localizada em San Francisco, nos Estados Unidos. A companhia está por trás de uma plataforma capaz de fazer com que desenvolvedores insiram a capacidade de conversar com outras pessoas em qualquer app em poucas linhas de código. E todos os serviços construídos tendo o Layer como base teriam notificações, contatos e outras funções já embutidas, exigindo o mínimo esforço possível por parte dos parceiros.

Um modelo padrão da plataforma Layer. (Fonte da imagem: Reprodução/Layer)

O cofundador do Layer é Ron Palmeri, antigo dono da startup que foi comprada pela Google e virou o Google Voice. Na nova empreitada, ele quer superar o obstáculo que o Jabber, a antiga plataforma de Miller, não conseguiu vencer: a perda de público para aplicativos mobile e o uso de mensagens em SMS.

De qual lado você está?

A infraestrutura será paga e tem como objetivo fazer com que qualquer pessoa tenha o próprio mensageiro e faça as próprias personalizações. Além disso, será possível adicionar contatos de outros serviços construídos com base no Layer, aumentando a concorrência no mercado (ou, em uma visão otimista, dando oportunidades para novos desenvolvedores). Por conta disso, ela não deve ser vista por bons olhos por empresas como o WhatsApp, que hoje domina o mercado para tablets e smartphones.

No início, apenas mensagens de texto serão suportadas, mas chamadas em áudio e vídeo devem ser adicionadas em breve à plataforma. O lançamento deve acontecer no segundo semestre de 2014, junto com a declaração de guerra contra os atuais serviços de bate-papo.

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