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Quebrado, Kim Dotcom pode ter extradição forçada para os Estados Unidos

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Depois de seu principal programador no extinto site de compartilhamento Megaupload ter sido preso há alguns meses e de ter seus bens em território americano confiscados, o magnata alemão Kim Dotcom agora corre o risco de ser extraditado da Nova Zelândia, onde reside, para os EUA. Lá, acontecerá em junho uma importante audiência para decidir os cursos da ação criminal que as industrias fonográfica e audiovisual americanas estão movendo contra ele.

Se condenado, Dotcom pode ter que ressarcir aos seus acusadores valores na casa dos US$ 500 milhões (mais de R$ 1,5 bilhão) e cumprir pena de até 55 anos de reclusão por prática de estelionato, lavagem de dinheiro, fraude virtual, pirataria e quebra de direitos autorais. Sócios e outros funcionários do Megaupload também devem comparecer forçosamente à audiência. Ele fez uma requisição para que a audiência fosse adiada, mas o pedido foi negado.

Esse é mais um duro golpe que o empresário leva em pouco tempo. Além de suas posses confiscadas (que incluíam propriedades, carros, jet-skis e obras de arte), antes ele já havia perdido seus advogados no ano passado por não ter dinheiro para pagá-los. E a mulher dele, a modelo filipina Mona Dotcom, pediu o divórcio e uma fatia de US$ 17 milhões da minguante fortuna do alemão, que já foi avaliada em US$ 200 milhões antes de todos os problemas começarem, em 2012.

Parece não haver nenhuma luz no fim do túnel para Kim.

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